O atendimento ao paciente pode salvar uma vida
Já falamos em artigos anteriores que a história do atendimento pré-
hospitalar se dá no período napoleônico, onde Dominique Larrey utilizava o campo de batalha para fazer atendimento aos soldados
feridos da guerra. Mas depois de alguns anos o Brasil começava a necessitar desse trabalho de atendimento.
Os primeiros registros acerca do serviço de atendimento pré-hospitalar brasileiro datam de 1893, quando o Senado da República aprovou uma lei que pretendia estabelecer o socorro médico de urgência na via pública, no Rio de Janeiro, no momento capital do país.
Em 1899, o Corpo de Bombeiros (CB), pertencente à capital do país, colocava em ação a primeira ambulância, ainda de tração animal para realizar o atendimento de urgência, fato este que caracteriza sua tradição na prestação desse serviço. Nos anos 50, instala-se o Serviço de Assistência Médica Domiciliar de Urgência (SAMDU), na cidade de São Paulo, órgão da então Secretaria Municipal de Higiene.
A partir da década de 80, o atendimento pré-hospitalar passou a ser aplicado de forma mais sistematizada pelo Corpo de Bombeiros, os quais deram início à estruturação dos Serviços de Atendimento Pré-Hospitalar (SvAPH). Paralelamente, foi iniciado em 1988, pelo Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, o socorro extra-hospitalar aeromédico.
Outro modelo proposto pelo Ministério da Saúde (MS) consiste no Sistema Integrado de Atendimento ao Trauma e
Emergências (SIATE), implantado em 1990, o atendimento era realizado pelos socorristas do Corpo de Bombeiros e médicos dentro do sistema regulador. O SIATE serviu de modelo para uma reestruturação do atendimento pré-hospitalar em nível nacional.