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Dificuldades encontradas pelas puérperas no aleitamento materno

Artigo por Bruno Gonçalves da Silva - domingo, 8 de janeiro de 2012

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Aleitamento materno
Aleitamento materno
1 INTRODUÇÃO
O histórico da amamentação possui relatos antes mesmo de Hipócrates (C. 460 - C. 377 A.C.), que neste momento já tinha o conhecimento que bons hábitos alimentares desde a infância seria capaz de prevenir várias doenças. Nesta fase já havia relatos de amas de leite. Na era Cristã, com as práticas de proteção à criança, o aleitamento foi incentivado em maior escala, especialmente nas épocas de Constantino (315 D.C.) até Inocêncio III (1500 A.C.).

Com a descoberta das Américas, os europeus perceberam que os povos nativos mantinham o aleitamento em crianças com até 4 anos. Porém nessa época foi constatado um declínio no aleitamento em países como França e Inglaterra. Na idade Moderna e Contemporânea, o ato de amamentar passou a ser uma ação destinada apenas às amas de leite. Devido a este fato, um número alarmante de óbitos entre recém-nascidos foi constatado na Inglaterra e França, e para tentar modificar esses dados, foram realizados estudos para adequar a alimentação para a nova fase de urbanização que modificou o estilo de vida de mães que necessitavam de ações mais otimizadas sem que a saúde das crianças fosse comprometida.

Em 1838 foi descoberto que o leite de vaca possuía maior quantidade de proteínas em relação ao leite humano, sendo que em 1859 realizado o primeiro processo de pasteurização e em 1886 o primeiro leite esterilizado, iniciando assim o ambulatório "Gota de Leite" em Paris. Em seguida foi criada a lata metálica (1900), e em 1911 obteve-se a forma do leite em pó, que resultara no início da utilização do aleitamento artificial (VINAGRE; DINIZ; VAL, 2001).

O desmame precoce muitas vezes estava relacionado com as maiores oportunidades de emprego para mulheres, associado com leis trabalhistas nem tanto rigorosas. Por esse motivo, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) definiu leis que protegessem e assegurassem o cargo ocupado pela mulher durante o período gestacional, possibilitando à mesma, licença maternidade e direito à amamentação quando retornasse ao cargo que ocupava, sem que houvesse casos de rebaixamento de função ou demissão (ABRÃO 2001). Por esse motivo, em 2008 foi sancionada a Lei 281 de 2005, aumentando a licença maternidade que concedia apenas quatro meses para seis meses, sendo opcionais os últimos 60 dias desde que haja aleitamento materno exclusivo e benefícios ao recém-nascido e nutriz. (PEREIRA; CARVALHO, 2008).

O ato de amamentar sofre grandes interferências por motivos socioculturais, tabus e mitos que interferem diretamente na aceitação do aleitamento materno, o que gera inúmeros problemas futuros para o recém-nascido e para a puérpera. Como tentativa de modificar o pensamento popular, são encontradas em grande escala, bibliografias com intuito de modificar essa consciência. Além de estudos respaldada por vários estudos, a amamentação é incentivada por organizações como Fundo das Nações Unidas da Infância (UNICEF) e a Organização Mundial de Saúde (OMS), que contam também com apoio governamental do Ministério da Saúde, o que tem resultado em um declínio do uso de alimentação industrializada no início do século XX. Dessa forma, profissionais conseguem ter argumentos mais convincentes para estimular o aleitamento materno (ABRÃO, 2001).

O estado emocional da puérpera aliado a fatores que são trazidos pelos conceitos populares, fazem com que aumente o medo das primíparas em relação ao desconforto, dor, fissuras mamilares, mastites a quantidade de leite a ser secretados. Contudo, a melhor maneira de incentivar o aleitamento materno é basicamente orientação no período pré-natal até o pós-parto e auxílio nas primeiras tentativas de amamentação ainda no alojamento conjunto em ambiente hospitalar.

É sabido que as dúvidas surgem nos primeiro dias de vida de um RN e em ambiente doméstico, sendo respondidas na sua maioria das vezes por pessoas despreparadas, que usam de argumentos populares aumentando assim as dificuldades vividas pelo binômio mãe-filho (CORRÊA, et al., 2004).
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colunista

Bruno Gonçalves da Silva

Enfermeiro pós Graduado em Terapia Intensiva Adulto, capacitado para inserção e manutenção de cateter de PICC, atuou em unidade de Pronto Atendimento e em transporte terrestre de pacientes críticos.