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Percepção do Paciente e o Cuidado em Clínica Cirúrgica


29 de abril de 2011


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Percepção do Paciente e o Cuidado em Clínica Cirúrgica
 
Enf.ª Alisson Daniel Fernandes da Silva
O paciente tem no pós-operatório um período de fragilidade não só do ponto de vista biológico, mas da perspectiva espiritual, psicológica e social.
Entender a vulnerabilidade do indivíduo que passa por um momento de tensões, ansiedades e incertezas é de grande importância para a enfermagem que passa a ter a empatia e a alteridade como marcas de sua prática profissional.
Os profissionais de enfermagem muitas vezes não entendem a necessidade do paciente neste período, portanto não conseguem prestar uma assistência de enfermagem de qualidade.
A experiência da alteridade e a elaboração dessa experiência leva-nos a ver aquilo que nem teríamos conseguido imaginar, dada a nossa dificuldade em fixar nossa atenção no que nos é habitual, familiar, cotidiano, e que consideramos evidente.
 Aos poucos, notamos que o menor dos nossos comportamentos como, por exemplo, gestos, mímicas, posturas, reações afetivas) não tem realmente nada de natural.
 Começamos, então, a nos surpreender com aquilo que diz respeito a nós mesmos, a nos espiar. O conhecimento (antropológico) da nossa cultura passa inevitavelmente pelo conhecimento das outras culturas; e devemos especialmente reconhecer que somos uma cultura possível entre tantas outras, mas não a única.
O indivíduo hospitalizado tem que romper com sua rotina diária, ausentar-se de sua função social, família e seu espaço particular; além de ter a sua privacidade em risco tem que se submeter a práticas profissionais que desconhece e não tem arcabouço técnico para discordar do procedimento médico e de enfermagem.
Muitas vezes este paciente tem que se despir para outras pessoas, retirar objetos tão valiosos sentimentalmente como a aliança, terço, para poder adentrar no ambiente hospitalar, submeter sua rotina à rotina hospitalar, como horário de banho e refeições.
Todas estas situações nos remetem à Humanização da Assistência de Enfermagem proposta através da Política Nacional de humanização que defende:
1.       Ampliar o acesso por meio da redução de filas com acolhimento/classificação de risco;
2.       Garantir o direito à informação por meio da responsabilização e vínculo dos profissionais e unidades de saúde;
3.        Assegurar o direito ao acompanhante em todos os momentos do cuidado; e
4.        Consolidar a gestão participativa aos trabalhadores e usuários e a educação permanente aos trabalhadores de saúde.
 
Para alguns estudiosos, humanizar a assistência em saúde é algo incompreensível, sendo impossível humanizar o humano. Considera-se humanizar tornar as ações de enfermagem acolhedoras e que através do respeito e do vínculo exercem sua ação para cuidar da vida humana.
Entender a importância desses princípios é tarefa simples para quem usa os serviços de saúde e que tem se deparado com a mecanização da ação e o desrespeito e falta de valor que é dado aos valores individuais de cada ser que necessita deste cuidado.
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
PORTAL EDUCAÇÃO. Curso on-line: Assistência de Enfermagem no Pós-Operatório. Campo Grande: Portal Educação, 2011.
 
 
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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