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Cuidados é Complicações no Pós-Operatório

Artigo por Colunista Portal - Educação - sexta-feira, 29 de abril de 2011

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Cuidados e Complicações no Pós-Operatório
 
Enf.º Alisson Daniel Fernandes da Silva
 
A arte de cuidar não é um ato único ou a soma de procedimentos técnicos, é sim o resultado de um processo no qual delicada e estreitamente se conjugam sentimentos, valores, atitudes e princípios científicos que perpassam pela cultura, estética e arte.
A realização de uma cirurgia envolve diversos distúrbios fisiopatológicos que implicam em prejuízos reais e perigos como, por exemplo, risco de vida, perda de órgãos e de partes ou funções do corpo, ameaça de invalidez, despesas médico-hospitalares, prejuízos econômicos pela inatividade e decisões importantes, além de conviver com sofrimento, dor e medo da morte.
Somado a esses fatos o trauma cirúrgico e a insegurança ou ansiedade em face da expectativa quanto à capacidade técnica da equipe cirúrgica e a qualidade da assistência hospitalar.
Portanto, a enfermagem tem a função de contribuir para o conforto e segurança do paciente cirúrgico, preparando-o psicologicamente e fisicamente para as fases do trans e pós-operatório.
O cuidar do paciente no pós-operatório envolve um arcabouço técnico e científico para o devido atendimento das necessidades do indivíduo e reconhecimento das possíveis complicações. A enfermagem atua no pós-operatório imediato e mediato/tardio como grande interlocutor do cuidado humano, procurando garantir a autonomia e independência aos seus clientes.
Podemos definir pós-operatório no período posterior ao procedimento cirúrgico. É dividido em:
 
Ø   Pós-operatório imediato: Período de recobro e primeiras 24h ( dependendo do tamanho da cirurgia) .
 
Ø   Pós-operatório tardio: A partir do momento em que o doente faz as 24h (mais ou menos, depende da cirurgia) de cirurgia.
Após o processo cirúrgico o paciente é encaminhado à SRPA (SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS-ANESTÉSICA), onde permanece monitorado por um período de 6 (seis) horas para que possa ser liberado para a Unidade de Internamento ou Unidade de Terapia Intensiva.
Nesta perspectiva, o período pós-operatório tem início logo após o término da cirurgia e vai até a alta do paciente podendo se estender até a fase de atendimento ambulatorial.
Alguns autores dividem este período em três fases: imediato ( primeiras 24h da cirurgia), mediato (após as 24horas até a alta hospitalar) e tardio (inicia-se após a alta e dura enquanto o paciente necessitar de atenção especial.
Como foi colocado anteriormente, a assistência de enfermagem deve atuar de forma sistematizada, sendo um processo interativo que promove e/ou recupera a integridade e a plenitude bio-psico-sócio-espiritual do paciente.
Esta envolve sentimentos, emoções, comprometimento, ética e comunicação efetiva que promova a troca de experiências entre o enfermeiro e o cliente.
A assistência de enfermagem deve ser integral e individualizada, estando aliada a um marco conceitual em todas as fases, com envolvimento dos familiares, possibilitando ainda, a identificação dos diagnósticos e a implementação de um plano de cuidados durante o procedimento cirúrgico em continuidade à assistência iniciada no pré-operatório.
É de fundamental importância a sistematização como forma de integração da equipe multidisciplinar com o paciente e a família, com diminuição de suas ansiedades; assim, este passará a se integrar de forma participativa em todo processo.
Neste sentido, o enfermeiro faz o diagnóstico de enfermagem para posteriormente, traçar um plano assistencial. Podemos citar como exemplos de diagnósticos reais ou potenciais a integridade tissular prejudicada, o risco para infecção, a percepção sensorial perturbada, o risco para aspiração, o risco para função respiratória alterada, a hipotermia, o risco para temperatura corporal desequilibrada, a nutrição desequilibrada: mais do que as necessidades corporais e por último a dor aguda.
A partir do momento em que se sutura a incisão cirúrgica e se realiza o curativo, já é a fase do pós-operatório. É comum o paciente apresentar hipotermia no centro cirúrgico e nas primeiras horas de pós-operatório devido à circulação extracorpórea, à refrigeração da sala cirúrgica e à recuperação, devendo voltar à temperatura normal após algumas horas de pós-operatório.
Os principais fatores de risco para infecção pós-operatório são: a exposição ambiental, os procedimentos invasivos, a manipulação e antecedentes pessoais como diabetes, IRC, idade e outras condições clínicas associadas.
Percebe-se que ao ser encaminhado para o centro cirúrgico ele está com a pele íntegra, quando retorna apresenta um rompimento da pele, no caso de uma incisão cirúrgica; o enfermeiro então irá orientar o paciente em relação aos cuidados que deverá ter, evitando assim complicações como hemorragias e infecções.
Conhecer os diagnósticos de enfermagem dos pacientes no período pós-operatório possibilita aos enfermeiros que atuam nos centros de recuperação pós-anestésica, planejar individualmente o cuidado prestado a essa clientela.
 Mediante a identificação dos diagnósticos de enfermagem nessa clientela, os enfermeiros podem propor intervenções fundamentadas e específicas, proporcionando a implementação de ações eficazes e imediatas para a resolução dos problemas identificados.
 
 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
 
PORTAL EDUCAÇÃO. Curso on-line: Assistência de Enfermagem no Pós-Operatório. Campo Grande: Portal Educação, 2011.
 
CreativeCommons

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