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sexta-feira, 29 de abril de 2011 - 15:27

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Cuidados de Enfermagem no pré-operatório

por: Colunista Portal - Educação

Pré-operatório
Pré-operatório

Quando falamos em assistência de enfermagem no pré-operatório, antes se torna necessário expor sobre algumas conceituações utilizadas na prática do cuidado, a fim de tornar mais fácil o nosso aprendizado.

O conhecimento teórico que fundamenta o cuidado de enfermagem deve ser construído na intersecção entre a filosofia, que responde à grande questão existencial do homem, a ciência e tecnologia, tendo a lógica formal como responsável pela correção normativa e a ética, numa abordagem epistemológica efetivamente comprometida com a emancipação humana e evolução das sociedades.

A assistência de enfermagem no pré-operatório envolve inúmeras questões que vão, desde os aportes tecnológicos disponíveis até a condição de esclarecimento em saúde do indivíduo fonte do cuidado.

A enfermagem pré–operatória é uma expressão utilizada para descrever um leque de funções de enfermagem desenvolvidas na experiência cirúrgica.

A palavra perioperatório é um termo que incorpora três fases da experiência cirúrgica – pré-operatório, intra-operatório e pós-operatório. Neste curso, iremos tratar, mais especificamente dos períodos pré-operatório e pós –operatório, que serão objeto de estudo mais detalhado das ações de enfermagem.

O pré-operatório é o período de tempo que tem início no momento em que se reconhece a necessidade de uma cirurgia, e termina no momento em que o paciente chega à sala de operação. Observa-se pela definição, que se trata de um período bem delimitado, apresentando começo e fim, e que tem duração relativamente longa, dependendo da classificação do tratamento cirúrgico, quanto ao momento operatório.

Didaticamente, o período pré-operatório subdivide-se em mediato (desde a indicação para a cirurgia até o dia anterior a ela) e em imediato (corresponde às 24 horas anteriores à cirurgia). O escopo das atividades de enfermagem durante este tempo pode incluir o estabelecimento de uma linha de base, a partir do histórico do paciente, a realização de entrevista pré-operatória e a preparação do paciente para o ato anestésico a ser feito durante a cirurgia.

A cirurgia pode ser indicada por diversas razões. Ela pode ter efeito diagnóstico, curativo, reparador, reconstrutor, cosmético ou paliativo.

Pode também ser classificada, conforme o grau de necessidade, em urgência, emergência ou eletiva.

 

CLASSIFICAÇÃO
INDICAÇÕES PARA CIRURGIA
EXEMPLOS
CIRURGIA DE EMERGÊNCIA
SEM DEMORA
FRATURA DE CRÂNIO
CIRURGIA DE URGÊNCIA
DENTRO DE 24 a 30h
INFECÇÃO AGUDA DA BEXIGA
CIRURGIA ELETIVA
PLANEJADA
HÉRNIA SIMPLES

De modo geral, a assistência prestada ao paciente, neste período, consiste na avaliação e preparo tanto físico quanto emocional para a cirurgia.

Para o ensino pré-operatório, deve-se avaliar a capacidade de aprendizagem do cliente, bem como identificar as limitações que possam impedi-lo de participar no processo de aprendizagem.

O estabelecimento de uma relação de confiança entre enfermeiro e cliente é de extrema importância, para que este consiga exteriorizar seus sentimentos e dúvidas. Nesse aspecto, é importante que o profissional tenha conhecimento do conteúdo das orientações dadas pelos demais componentes da equipe, a fim de evitar duplicidade de informações, tornando o trabalho mais salutar.

 

SUFIXO
SIGNIFICADO
tomia
Incisão, corte
ostomia
Fazer nova abertura
ectomia
Extirpar parcial ou totalmente
plastia
Reparação plástica
rafia
Sutura
pexia
Fixação de uma estrutura corpórea
scopia
Visualizar o interior


Para melhor apreensão do conteúdo que será elucidado adiante, traçamos uma relação de termos que compõem a terminologia cirúrgica.

Entende-se por terminologia “o conjunto de termos próprios de uma ciência; nomenclatura”. Assim sendo, a terminologia cirúrgica é o conjunto de termos que expressa o segmento do corpo afetado (raiz) e a intervenção cirúrgica realizada (sufixo). Adiante, alguns exemplos:


Raiz
Relaciona-se a:
Oto
Ouvido
Oftalmo
Olho
Rino
Nariz
Hepato
Fígado
Procto
Reto e ânus
Cisto
Bexiga
Hístero
Útero
Salpingo
Tuba uterina
Flebo
Veia


Existem ainda, termos cirúrgicos que não seguem os mesmos padrões descritos anteriormente. São alguns exemplos:

  • Amputação – retirada parcial ou total de um membro ou de um órgão;
  • Enxerto – inserção de material autógeno, homólogo, heterólogo ou sintético para corrigir defeito ou falha em tecidos ou órgão;
  • Exérese – significa extirpação parcial ou total de um segmento corpóreo;
  • Anastomose – comunicação cirúrgica realizada entre dois vasos sanguíneos ou entre duas vísceras.

Importante se faz salientar, que o maior objetivo da assistência de enfermagem é garantir que os clientes sejam assistidos em suas necessidades físicas, mentais e sociais por uma equipe de enfermagem, preocupada com a qualidade da assistência prestada e com o atendimento das necessidades do cliente.

Para tanto, são necessários a busca pelo contínuo aprendizado, e o domínio da tecnologia existente.


Enf° Adriana Miranda


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

PORTAL EDUCAÇÃO. Curso on-line: Assistência de Enfermagem no Pós-Operatório. Campo Grande: Portal Educação, 2011.
CreativeCommons

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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