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sexta-feira, 5 de abril de 2013 - 18:34

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História dos CAPS

por: Colunista Portal - Educação

Atendimentos aos paciente de saúde mental
Atendimentos aos paciente de saúde mental
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) surgiu em São Paulo, no ano de 1987. Com recursos federais e de caráter público, esse novo serviço veio atender a demanda de atendimentos em saúde mental, tendo recebido o nome, a princípio, de Centro de Atenção Psicossocial Luiz da Rocha Cerqueira, com a sigla CAPS, que foi seguida posteriormente em todo o país pelos próprios usuários do serviço. O centro tornou-se um modelo institucional para os demais CAPS brasileiros. (GOLDBERG, apud PITTA, 1996).

Aos poucos foi sendo edificada a ideia dos centros de atenção psicossocial como espaços que gerariam a reabilitação psicossocial, que se diferenciam enquanto uma modalidade de assistência pública em saúde mental individual e coletiva, que procuram a criação de uma ética e política ajustadas em saúde mental (SAMPAIO; SANTOS apud PITTA, 1996) e procurariam partir com o sentido de manter incluso, que caracterizava o modelo hospitalar de atendimento em saúde mental, o que ainda vinha problematizar a questão da cidadania daqueles ditos “insanos”.

Oliveira e Fortunato (2007), tentando desconstruir a loucura como sendo elemento de estudo e tratamento regularizado com uma veracidade científica, utilizam-se de conceitos de Michel Foucault, no livro “A História da Loucura”, onde o autor sugere uma abrangência da loucura e os saberes em práticas em saúde mental, não apenas a partir da racionabilidade mas, sim, advindo de distintas questões concernentes à vida, à julgada verdade natural da ciência contemporânea, e da problematização dos apontamentos de verdade e dos conceitos de “loucura” e de “razão”.

Considerações sobre a atenção psicossocial

Assim também deveriam ser raciocinados os centros de atenção psicossocial, pois exigem uma desconstrução de práticas silenciadoras de atendimento em saúde mental, com a concepção de inovações voltadas para as penúrias destes pacientes, não mais baseadas na doença mas na aflição destes indivíduos e sua relação com a sociedade. (OLIVEIRA; FURTADO, 2007, p.158).

Importante também é a questão dos profissionais destes serviços de atenção psicossocial, que devem perceber o processo de adoecer psíquico em sua complexidade multidimensional, o que ampliaria a noção conceitual de reabilitação psicossocial, cuja definição seria associada ao trabalho do “olhar” volvido para o sujeito em vez de para a doença, consecutivamente buscando novas subjetividades, e não mais a cura (OLIVEIRA; FURTADO, 2007, p.159).
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