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segunda-feira, 18 de março de 2013 - 12:01

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Psicologia Jurídica

por: Colunista Portal - Educação

A criminologia foi a primeira aproximação da Psicologia com o direito
A criminologia foi a primeira aproximação da Psicologia com o direito
Se observarmos a Psicologia de uma forma geral, vamos constatar que algumas áreas, como a Psicologia Clínica, sempre teve destaque. O que muitas pessoas não sabem é que, nos últimos anos, a atuação do psicólogo tem aumentado quando a correlacionamos com a área da Justiça.

De uma atuação que se restringia apenas em formular laudos baseados em diagnósticos e testes psicológicos para auxiliar as decisões do juiz foram se ampliando devido às necessidades de novas formas de intervenção nesta área. O foco passou a ser maior que entender o perfil psicológico de pessoas que cometem crime. O passou a olhar para o bem estar do indivíduo e a preservação da sua cidadania.

A partir das novas demandas os diagnósticos se transformaram em apenas uma das atividades desenvolvidas pela Psicologia. Você consegue pensar em outras atividades deste profissional nesta área?

Vejamos outros exemplos: a) mediação; b) grupos de pais de adolescentes autores de atos infracionais; c) violência intrafamiliar; d) apenados em cumprimento de pena; e) pessoas usuárias de drogas; f) separação e; g) guarda de filhos.

Todas essas situações exigem um trabalho interdisciplinar que envolve juízes, promotores, defensores públicos, psiquiatras, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais. Veremos a seguir, como a Psicologia conseguiu se estabelecer no campo da Justiça.


História da psicologia jurídica

No início do século XIX, para desvendar alguns crimes, os juízes contavam com a ajuda de médicos que tratavam pacientes diagnosticados como loucos (LEAL, 2008). Porém, como ressalta a autora, muitos crimes tinham outra estrutura e correspondiam à ausência de valores básicos.

Isso seria suficiente para a Psicologia se inserir na relação entre a justiça e a criminalidade?

De acordo com Bonger (1943) este foi o pontapé inicial. A relação entre a Psicologia e o Direito teve início em 1868 quando uma publicação apresentou estudos de caso de grandes criminosos que revelaram que a maior parte dos criminosos não tinha nenhuma enfermidade física ou mental.

O livro mencionado por Bonger (1943) se chama Psychologie Naturalle, escrito por Prosper Despine. O médico dividiu os grandes criminosos em grupos com os mesmos motivos que desencadearam os crimes e investigou, principalmente, as particularidades psicológicas de cada pessoa.

Despine, segundo Bonger (1943), concluiu que, na maioria dos casos, o delinquente possuía uma deficiência ou carência de interesse por si mesmo. Além disso, não demonstravam simpatia com seus semelhantes, não tinham consciência moral e nem sentimento de dever, o que os levava a cometer crimes.

Esses estudos foram fundamentais para o surgimento da Psicologia Criminal que teve como fundador Prosper Despine.

Psicologia Criminal nessa época correspondia às práticas psicológicas relacionadas ao estudo dos aspectos psicológicos do criminoso.

Podemos dizer que a criminologia foi a primeira aproximação da Psicologia com o Direito, sendo responsável pelo estudo da relação entre o crime e o criminoso.

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