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Nascimento da Sociologia como ciência social - panorama histórico

Artigo por Semíramis Franciscato Alencar Moreira - segunda-feira, 18 de março de 2013

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Panorama histórico da sociologia enquanto ciência
Panorama histórico da sociologia enquanto ciência
Tanto a Revolução Francesa quanto a Revolução Industrial trouxeram consigo transformações profundas na estrutura econômica e social. A Revolução Francesa inicia o processo de transformação social com o ideário de Liberdade, Igualdade e Fraternidade, destituindo o poder da monarquia e o entregando ao povo. 
 
Na expansão da  Revolução industrial surge a necessidade de se promover esse ideário de forma mais decisiva.No século XVIII, a sociedade europeia começa a viver as turbulências econômicas e sociais provocadas por essas transformações. Com o êxodo rural e a exploração da mão-de-obra verifica-se um acirramento do conflito de classes, o aumento do desemprego, o surgimento de favelas, migração desordenada, doenças por excesso de trabalho, neuroses, más condições de higiene nas cidades e suicídio, decorrentes das condições de trabalho sub-humanas as quais os cidadãos estavam vivendo.

 Cesses acontecimentos sociais em efervescência surge a necessidade de se instituir uma ciência que:
"estudasse os fenômenos e fatos sociais através da observação sistemática e do convívio com os grupos sociais que estão sendo investigados, podendo estudar desde pequenas relações sociais, como, por exemplo, as relações familiares, até fenômenos sociais globais". (SANDALOWSKI, 6)

Então, a sociologia nasce sob a influência do método científico e ênfase na razão. Aprendemos a pensar sociologicamente quando nos distanciamos emocionalmente do objeto de estudo e passamos a analisá-lo de forma científica. "Giddens (2004) explica que aprender a olhar sociologicamente significa “olhar mais além – significa cultivar a imaginação” (Giddens, 2004: 02). Não basta apenas acumular informações e reproduzi-las."(Giddens, 2004 em SANDALOWSKI 2008) Ou seja, categorizar e selecionar informações, verificar a veracidade ou pertinência dos fatos, levantar hipóteses e teorias das causas e possíveis soluções para as mesmas.

Assim, "o habitus ou a imaginação sociológica requerem do sociólogo um exercício de ruptura (distanciamento) com os seus próprios valores e ideologias, afim de que ele possa analisar uma temática social de forma abrangente" (Sandalowski, 2008, p.9)

Dessa forma, a neutralidade axiológica significa que o fundamento da ciência não reside numa objetividade pura de ordem ideal, mas que depende sempre das escolhas valorativas do cientista, ou seja, opinião pessoal, mas uma visão global, impessoal do panorama social analisado. Augusto Comte, na fase final de sua vida, muda o discurso inicial: "Ao contrário das fases anteriores, nas quais discorre sobre uma prática sociológica prudente (modesta e analítica), cujo objetivo é estabelecer um esforço para aumentar as explicações sobre a diversidade das instituições sociais, propõe a doutrina positivista como religião da humanidade." (SANDALOWSKI, p14)

Concluindo: " Max Weber solucionou a controvérsia ao mostrar que a pesquisa empírica pode ater-se a parâmetros rigorosamente científicos, desde que se admita a possibilidade de múltiplas valorações, dando origem a diversidade de avaliações. Na fase da pesquisa, os estudiosos podem colocar-se de acordo; ao tempo em que as avaliações extrapolam o plano científico, razão pela qual devem ser evitadas se se deseja ater-se ao mencionado plano. A isto, como indicamos, Weber denominou de neutralidade axiológica." (WEBER. Max Teoria das Ciências Sociais - Ensaio sobre neutralidade axiológica)

BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
SANDALOWSKI. Mari Cleise - Apostila para o curso de Graduação em Sociologia - Sociologia 1 - Universidade Federal de Santa Maria - UFSM - disponível em  http://pedagogia.cead.ufla.br/ava/file.php/10/S-I/SANDALOWSKI.pdf acessado em 18/03/2013.
WEBER, Max.- Sobre as Teorias das Ciências Sociais - São Paulo, Centauro, 2010. 
CreativeCommons

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Semíramis Franciscato Alencar Moreira

Tutora a distância da licenciatura em Pedagogia da UFLA.-MG Prof. do Curso Magistério da Rede Estad. de Ensino de MG Cursando o lato sensu em Design Inst. para EaD Virtual pela UNIFEI-MG Espec. em Docência de Ensino Superior pela UNESA-RJ Licenciada em Pedagogia - FAFI-SION - Campanha-MG -UEMG.