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A enfermagem na prevenção do câncer de próstata

Artigo por Viviane Miyuki Seko - domingo, 3 de março de 2013

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Câncer de próstata
Câncer de próstata
A próstata é um órgão formado pelos sistemas urinário e genital masculino que no indivíduo jovem a adulto pesa entre 10 a 20 gramas. Ela desempenha importante papel na fase reprodutiva do homem, pois produz parte do líquido seminal atuando na nutrição e como meio de transporte dos espermatozóides. Nela são encontradas glândulas microscópicas na sua estrutura interna.

No câncer de próstata (CP), as glândulas mais próximas da superfície externa sofrem degeneração e se transformam em células cancerosas. Já um tumor benigno significa uma massa localizada que se multiplica vagarosamente que é constituída por células bem semelhantes às que o originaram.

O CP é um dos tipos de tumores que os homens idosos estão mais propensos a contrair. Nos estágios iniciais, a doença permanece localizada na próstata e não causa perigo de vida, visto que sem tratamento ele se espalha para os tecidos circundantes. Geralmente ele progride muito lentamente, e exames físicos, incluindo o exame retal, normalmente garantem a detecção imediata do problema.

Ainda são discutidas as causas do CP, porém sabe-se que alguns fatores, tais como a transmissão genética e os hormônios masculinos (cerca de 5 a 10% dos casos, chegando a 8,2% no caso de predisposição familiar por descendência de portadores de CP) podem aumentar as chances do seu desenvolvimento(1). Existem outros fatores de risco conhecidos, que aumentam a probabilidade de uma pessoa desenvolver a doença. No CP, podemos citar: a idade acima dos 50 anos, raça negra, alimentação inadequada, vida sedentária, obesidade.

A incidência de CP aumentou e atingiu níveis epidêmicos, sendo a segunda causa principal de óbito entre os homens que morrem de câncer. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o número de casos novos de câncer de próstata estimado para o Brasil no ano de 2010 será de 52.350 e serão válidas também para o ano de 2011.

Estes valores correspondem a um risco estimado de 54 casos novos a cada 100 mil homens. Em termos de valores absolutos, o câncer de próstata é o sexto tipo de câncer mais comum no mundo e o mais prevalente em homens, representando cerca de 10% do total de câncer(2).

A taxa de mortalidade ainda é considerada reduzida se comparada a outras neoplasias, porém sua incidência vem aumentando a cada ano. Devido à falta de prevenção dessa população, muitos casos que poderiam ser solucionados em fase inicial são encontrados em um estágio com poucas chances de cura. A falta de conhecimento é um dos fatores sobre a doença que impede uma maior adesão dos homens na prevenção do CP.

Os métodos de rastreamento disponíveis atualmente, como o Antígeno Específico Prostático (PSA), mostram níveis sanguíneos alterados com maior ou menor intensidade. Esse exame é um sinal de alerta.

O toque retal é o exame que os homens a partir dos 40 anos devem realizar pelo menos uma vez por ano. Neste exame, o médico pesquisa o tamanho, consistência, pontos endurecidos dolorosos e mobilidade do órgão. Para o diagnóstico, o exame de toque é imprescindível, pois a cada dez casos de CP, quatro têm o PSA normal(2).

O exame da testosterona, hormônio masculino responsável pelo crescimento e virilização do homem, pode ser realizado para colaborar no diagnóstico desse câncer, já que ele pode alterar o crescimento da próstata.

Este estudo buscou averiguar o nível de conhecimento e o comportamento dos homens, usuários da Unidade de Saúde Zona Leste do município de Paranavaí, quanto ao câncer de próstata e a sua prevenção. Existe grande necessidade de trabalhar com a saúde do homem, na melhoria das condições de saúde, contribuindo, de modo efetivo, para a redução da morbidade e mortalidade dessa população, sendo que esse câncer representa um sério problema de saúde pública no Brasil.

Além de descrever sobre os resultados obtidos em relação ao câncer de próstata, será enfatizada a prevenção da doença na atuação do profissional enfermeiro nos níveis de atenção primária, visando à promoção da saúde, e secundária, com ações de diagnóstico e tratamento simplificado.

METODOLOGIA

Os instrumentos utilizados para o desenvolvimento desse estudo foram: a pesquisa de campo associada à pesquisa bibliográfica de caráter exploratório e descritivo e abordagem quantitativa.

Trata-se de uma pesquisa de campo, pois procede à observação de fatos e fenômenos exatamente como ocorrem no real, à coleta de dados referentes aos mesmos e, finalmente, à análise e interpretação, objetivando compreender e explicar o problema pesquisado(3). É também de modalidade bibliográfica já que procura explicar um problema à partir de referências teóricas e/ou revisão de literatura de obras e documentos que se relacionam com o tema pesquisado(3:25).

Quanto aos objetivos, a pesquisa se classifica em exploratória, pois proporciona maior familiaridade com o problema, com vistas a torná-lo mais explicito ou a constituir hipóteses(4:41). Apresenta-se também como descritiva, pois descreve as características de determinada população ou fenômeno ou o estabelecimento de relações entre variáveis(4:42).

A abordagem metodológica é do tipo quantitativa, já que traduz em números as opiniões e informações para serem classificadas e analisadas. É um estudo com procedência de dados de fonte primária e secundária.

O ambiente de estudo foi a Unidade Básica de Saúde Zona Leste (UBS) localizada no município de Paranavaí – Pr. A escolha do local firmou-se devido ao acesso facilitado por estar inserida no meio de trabalho da instituição, pela área de abrangência representar uma população numerosa e de ter variáveis níveis de condições de vida.

Foi aplicado um questionário contendo 12 perguntas fechadas de múltipla escolha, que foi respondido por uma amostra de 50 homens com idade acima de 40 anos, usuários da unidade.

Para realização do estudo, foi solicitada a autorização das instituições: Núcleo Integrado de Saúde (NIS) Central e da UBS Zona Leste de Paranavaí, onde foi realizado
o trabalho em questão, por meio da Declaração de Permissão para Coleta e Utilização de Dados, devidamente assinadas, sendo que cada instituição recebeu uma cópia do projeto de pesquisa e do termo de autorização.

Aos participantes foi utilizado questionário elaborado pelas autoras, conforme os objetivos do estudo, procurando conhecer o perfil da população estudada, seu conhecimento sobre o assunto, seu comportamento de saúde e questões abordando o interesse por mudanças no comportamento de prevenção do câncer de próstata.

O levantamento de dados pôde definir o conhecimento dessa população em relação ao câncer de próstata e sua prevenção e sobre o comportamento de saúde realizado.

Os dados quantitativos coletados foram analisados e classificados por meio de médias e porcentagens e demonstrados através de figuras em planilhas do software Excel
2007. A análise e interpretação dos dados passaram por um processo criterioso, e sua compreensão constituiu o núcleo central do estudo. Posteriormente, foi desenvolvido o artigo científico com a representação dos resultados obtidos.

Foram respeitados os princípios da Resolução do Conselho Nacional de Saúde 196/96 que refere sobre a pesquisa envolvendo seres humanos(5). Após solicitar a participação no estudo, com devido esclarecimento dos objetivos do estudo, orientação quanto às opções de realizar ou não a pesquisa sem sofrer prejuízo, com o compromisso de garantir anonimato das informações, os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa Envolvendo Seres Humanos (COPEP) da Universidade Estadual de Maringá (UEM), pelo parecer n° 249/2011.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Viviane Miyuki Seko

Graduação em Enfermagem pela Faculdade Estadual de Educação Ciências e Letras de Paranavaí(2011). Tem experiência na área de Saúde Coletiva. Cursando especialização em Enfermagem do Trabalho pela mesma instituição.