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Ciclo de vida e Patogênese: Leishmaniose

Artigo por Colunista Portal - Educação - segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

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O período pré-patente da Leishmaniose Visceral é variável
O período pré-patente da Leishmaniose Visceral é variável
Durante o repasto sanguíneo, o vetor ingere as amastigotas que em seu intestino se transformam em promastigotas. Estas se dividem também por cissiparidade simples e permanecem em grande número no hospedeiro invertebrado até serem inoculadas em um vertebrado, durante a picada. O período pré-patente da Leishmaniose Visceral é variável, vai de semanas, meses e até anos.

Outra forma importante de transmissão da LV é através de transfusão sanguínea, para a qual o médico veterinário deve estar atento e utilizar apenas animais sorologicamente negativos como doadores. Outras formas menos frequentes de transmissão da LV incluem ingestão de órgãos de animais infectados, transmissão congênita, mordedura de animal infectado, ingestão de flebotomíneo contaminado ou contaminação da pele escarificada ou mucosa.

Durante a picada do flebótomo são transmitidas entre 100 e 1000 promastigotas para o cão, número suficiente para induzir a doença nos animais suscetíveis. O sistema complemento inativa a maioria das promastigotas introduzidas, mas algumas sobrevivem utilizando mecanismos de evasão do sistema imunológico. Aquelas que escapam, aderem-se às células do sistema mononuclear fagocitário da pele, baço, fígado, medula óssea, linfonodos, mucosas e também os leucócitos, onde se transformam em amastigotas. Nessas células, as amastigotas se multiplicam por cissiparidade simples até destruírem a célula hospedeira.

As principais células responsáveis por conter a infecção são as células natural Killer, que após a ativação pelos antígenos da leishmania e pela interleucina 12, produzem rapidamente interferon-?, um potente indutor da produção de óxido nítrico pelos macrófagos. A produção de óxido nítrico, aliada a produção de superóxido são os principais mecanismos efetivos para eliminar leishmanias.

De qualquer forma, uma das questões mais intrigantes relacionadas à LV canina é o que faz com que alguns cães sejam assintomáticos nesta doença caracteristicamente agressiva. Pesquisas apontam que o fator determinante para a presença ou não de sintomas é a forma como o animal responde imunologicamente à LV. Cães assintomáticos controlam de modo mais eficiente a replicação das leishmanias e por consequência disso o número de parasitas em seu organismo é geralmente menor.

Um grupo de pesquisadores analisou órgãos internos de cães positivos para leishmaniose em exames sorológicos e parasitológicos. Os fígados dos cães assintomáticos apresentavam imunidade efetiva com granulomas bem organizados e ativação adequada de linfócitos T, enquanto os fígados dos sintomáticos não demonstravam uma reação de defesa organizada e nem infiltração celular adequada. Nos baços dos cães as respostas imunes encontradas foram semelhantes, contudo os baços dos assintomáticos acumulavam células CD4+, sugerindo que estes cães apresentam uma imunidade celular altamente eficiente. Estes dados podem ser bastante relevantes na resposta de cães negativos submetidos à vacinação e também em cães positivos submetidos a tratamento.
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