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Função da insulina no corpo

Artigo por Colunista Portal - Educação - sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

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O mais importante efeito da insulina é o de promover o transporte de glicose
O mais importante efeito da insulina é o de promover o transporte de glicose
A insulina exerce efeitos muito pronunciados sobre o metabolismo da maior parte dos diferentes tipos de alimentos – carboidratos, gorduras e proteínas. Sem insulina um animal ou um ser humano não consegue crescer, em parte por não poder utilizar mais que parte bem pequena do carboidrato que ingere, mas também por suas células serem incapazes de sintetizar proteínas.

Também, na falta da insulina, as células utilizam quantidades grandes de gorduras, o que provoca condições de debilidade extrema, tais como perda de peso, acidose, e até mesmo coma. Mas diante destas informações, por que a insulina e seus efeitos são tão importantes? O mais importante efeito da insulina é o de promover o transporte de glicose para o interior de quase todas as células musculares, as células gordurosas e as células hepáticas. O mecanismo de ação da insulina é mostrado na figura abaixo.

A glicose combina-se com uma substância carreadora na membrana celular e, em seguida, difunde-se para o interior da membrana, onde é liberada no citoplasma. O carreador é utilizado repetidamente para o transporte de quantidades adicionais de glicose. Esse tipo de transporte chama-se difusão facilitada. Isso significa que a combinação da glicose com o carreador torna mais fácil a difusão da glicose por meio da membrana, entretanto esse transporte jamais fará com que a concentração de glicose no interior da célula fique maior que o exterior.

O efeito da insulina sobre o transporte de glicose é o de ativar o mecanismo de difusão facilitada. Dentro de período de segundos a minutos após a combinação da insulina com a membrana celular, a intensidade da difusão da glicose para o interior celular aumenta de 15 a 20 vezes, o que sugere uma ação direta da insulina, seja sobre a própria membrana celular ou sobre o sistema de transporte da glicose.

O transporte de glicose para o interior das células hepáticas depende de mecanismo diferente. A membrana celular do fígado é tão permeável que a glicose pode, com toda a facilidade, difundir-se por meio dela, mesmo na ausência da difusão facilitada. Contudo, a glicose pode difundir-se nos dois sentidos, tanto para dentro como para fora das células. Mas, na presença de insulina, várias enzimas das células hepáticas são ativadas, o que promove o encarceramento da glicose no interior dessas células.

Essas enzimas são as glicoquinase, que faz com que a glicose reaja com o íon fosfato, e o glicogênio sintetase, que faz com que grande número de moléculas de glicose reaja entre si para formar o glicogênio, o polímero da glicose de alto peso molecular. Na falta da insulina esse mecanismo de encarceramento cessa e outra enzima, a fosforilase, fica ativada e despolimeriza o glicogênio de volta à glicose, o que permite sua saída da célula.

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