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Anestésicos locais em odontologia

Artigo por Colunista Portal - Educação - segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

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A maioria dos casos fatais ocorre com crianças
A maioria dos casos fatais ocorre com crianças
Embora o uso dos anestésicos locais em odontologia seja bastante seguro e com um baixíssimo índice de mortalidade, devido aos seus efeitos tóxicos, a criança é o paciente que apresenta maior sensibilidade. A grande maioria dos casos fatais ligados ao uso de anestésicos locais em odontologia ocorre com crianças, provocados geralmente por dose excessiva de anestésico local.

Diante disso, torna-se importante conhecer algumas diferenças anatômicas e fisiológicas entre a criança e o adulto, com o intuito de estabelecer um padrão de procedimento seguro no uso dos anestésicos locais, já que normalmente o cirurgião-dentista não está atento às ações sistêmicas provocadas pelos anestésicos locais, que dependem fundamentalmente do nível plasmático do sal anestésico.

Um nível plasmático elevado de anestésico local ocorre facilmente na criança, pois o seu volume de sangue é menor do que o de um adulto - uma criança de 3,5 anos tem aproximadamente 1,5 litros de sangue e o adulto 6 litros de sangue. Portanto, se numa criança o cirurgião-dentista usar uma dose de anestésico local semelhante a do adulto, certamente ocorrerá nível plasmático elevado e o consequente aparecimento de efeitos tóxicos.

Outro fator a ser considerado e que frequentemente contribui para o nível plasmático elevado de anestésico local, é a injeção intravascular acidental. A possibilidade de acontecer uma injeção intravascular acidental é maior na criança, aumentando o risco de uma sobredose de anestésico local. Por isso, as anestesias infiltrativas estão mais indicadas neste grupo de pacientes quando comparadas às técnicas de bloqueio regional.

Quando houver indicação do uso de ansiolíticos ou sedativos na criança, a dose do anestésico local deve ser menor que a usual, pois a criança é mais sensível às drogas depressoras do sistema nervoso central.

São recomendadas as seguintes normas ao cirurgião-dentista para evitar reações adversas dos anestésicos locais, em crianças:

A prilocaína 3% com felipressina 0,03 UI/ml deve ser evitada em crianças portadoras de anemia, pelo risco de metemoglobinemia. A bupivacaína, por se constituir num anestésico local de longa duração de ação está contraindicada em crianças, pelo risco de traumatismo involuntário da área anestesiada, como, por exemplo, a mordedura de lábio.

Quando houver contraindicação do emprego dos vasoconstritores, optar pela mepivacaína 3% sem vasoconstritor, reduzindo-se a dose máxima em 30%, devido à maior concentração do sal anestésico. Outra opção seria empregar a prilocaína 3% com felipressina 0,03UI/ml, por conter um agente vasoconstritor que não faz parte do grupo das aminas simpatomiméticas.

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