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Tipos de Inflação

Artigo por Colunista Portal - Educação - sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

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Razões que elevam o risco de inflação
Razões que elevam o risco de inflação
Podem-se observar diferentes tipos de inflação. Dentre elas, destacam-se:

a) Inflação de Demanda
Ocorre quando os consumidores, por algum motivo, elevam o consumo de mercadorias. Quando isso ocorre, eles terão de disputar entre si as poucas mercadorias disponíveis para a venda. E o empresário normalmente decide vender para aquele que se dispor a pagar mais pela mercadoria escassa. Daí a razão dos preços subirem. Para se combater este tipo de inflação, torna-se necessário aumentar a oferta ou diminuir a demanda. Como dificilmente a oferta pode ser elevada no curto prazo, geralmente, o governo acaba optando pela segunda alternativa.

b) Inflação de custos

É o tipo de inflação que acontece quando a demanda permanece estável, mas os custos de produção do empresário se elevam. Essa elevação pode ocorrer ou por uma elevação dos salários, nos preços dos insumos ou, ainda, por um encarecimento das fontes de energia. Toda elevação de custos implica numa redução do incentivo ao empresário em produzir determinada mercadoria, caso ele não possa repassar integralmente a elevação dos custos ao consumidor.

Dessa forma, tende a ocorrer uma redução da oferta da mercadoria. Com a queda na produção, a mercadoria fica mais escassa e chegará ao consumidor final por um preço mais elevado. Constata-se que o combate a este tipo de inflação é ainda mais difícil. Ele, em parte, pode ser conseguido com a redução das margens de lucro das empresas, mas nem todas estarão dispostas a fazê-lo. Uma alternativa seria a busca de fontes de energia ou insumos que também não estão sempre disponíveis.

c) Inflação Inercial
Consiste numa situação especial, na qual a inflação não é necessariamente gerada por uma demanda muito elevada ou por uma oferta reduzida. Também é conhecida como inflação psicológica. Ela ocorre quando a população de modo geral acredita que os preços irão continuar subindo. Essa crença se deve a um processo conhecido por indexação da economia. Indexar significa atrelar preços, salários, contratos, aluguéis, dentre outros, a determinados índices de mensuração da inflação (IGP-DI, IGP-M,IPA-DI,INCC,INPC,IPCA, etc.).

Constata-se que indexação da economia é um recurso utilizado quando a inflação se torna crônica em um determinado país. O seu objetivo então é louvável. Pela indexação de contratos, preços, aluguéis e salários, as perdas decorrentes da desvalorização da moeda são minimizadas. O grande inconveniente é que a inflação passada serve de parâmetro para o aumento de preços futuros, mesmo que as causas originais de elevação de preços (elevação da demanda ou redução da oferta), já detenham desaparecido.

Com isso, a inflação se retroalimenta, gerando muitas vezes uma tendência de crescimento exponencial, que pode culminar num processo hiperinflacionário, como ocorreu no Brasil no ano de 1993, quando a inflação chegou a 2,491% ao ano. Constata-se que a inflação crônica brasileira forçou o país a mudar várias vezes o seu padrão monetário. Em um período pouco superior a oito anos (de fevereiro de 1986 a julho de 1994) o Brasil mudou cinco vezes de moeda. Por várias vezes foi necessário eliminar “zeros” da moeda e, ocasionalmente, os centavos eram extintos.


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