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Desenvolvimento Cognitivo das crianças de 0 a 2 anos

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 15 de janeiro de 2013

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Se os bebês pudessem falar
Se os bebês pudessem falar

De acordo com PAPALAIA & OLDS (2006), se os bebês pudessem falar, eles protestariam que sua inteligência foi subestimada durante séculos. Esta subestimação persistiu quase até a atualidade por causa de dois movimentos importantes ao final do século XIX. Enquanto os psicólogos estavam começando a propor teorias do desenvolvimento humano, os médicos estavam estabelecendo uma rotina na qual os bebês nasciam em hospitais, eram expostos a drogas sedativas e isolados de suas mães – situação não muito propícia para melhor demonstrar as habilidades dos recém-chegados! Além disso, os primeiros testes para estudar a inteligência dos bebês eram baseados em testes para adultos ou animais, nenhum dos quais adequados, portanto.


Hoje, nossa visão das habilidades cognitivas dos bebês mudou radicalmente. Durante as últimas décadas, houve mais pesquisas nesse tópico do que durante toda a história pregressa. Agora sabemos que o bebê humano normal e saudável é acentuadamente competente. Os bebês vêm ao mundo com as capacidades de aprender e lembrar, assim como de adquirir e usar a linguagem. Os recém-nascidos começam avaliando o que seus sentidos lhes informam. Eles usam suas habilidades cognitivas para distinguir entre experiências sensoriais (tais como os sons de diferentes vozes), construir sobre seu pequeno repertório inato de comportamentos (principalmente mamar) e exercer controle crescente sobre seu comportamento e seu mundo (PAPALIA & OLDS, 2006).


Exemplo: Lucas, com um ano de idade, adorava pipoca e também brincar. Um dia seu pai, colocou algumas pipocas em sua mão, fechou-a, e a posicionou sobre a bandeja da cadeira de Lucas. Com ambas as mãos, ele forçava os dedos a se abrir, via a pipoca, e soltava quando tentava pegá-las. Quando tinha os dedos livres, o pai os fechava novamente sobre as pipocas. Depois de duas outras tentativas, Lucas descobriu que podia manter os dedos da mão dele abertos com uma mão enquanto pegava a pipoca com a outra. Um dia, quando tinha numa das mãos um brinquedo que não queria largar, Lucas encontrou outra solução. Ele abriu os dedos do pai com sua mão livre e os mantiveram abertos com a ajuda do queixo, de forma que pudesse usar a mesma mão para pegar as pipocas.


Lucas demonstrou comportamento inteligente, comportamento que envolve aprendizagem complexa iniciada de modo independente. Geralmente concorda-se que o comportamento inteligente tem dois aspectos-chave. Primeiro, ele é orientado para a meta: consciente e deliberado e não acidental. Segundo, é adaptativo: dirigido à adaptação às circunstâncias e às condições de vida.


A inteligência é influenciada tanto pela capacidade herdada quanto pela experiência. A inteligência permite que as pessoas adquiram, lembrem e usem o conhecimento; compreendam conceitos e relacionamentos; e apliquem o conhecimento e a compreensão nos problemas cotidianos.

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