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sexta-feira, 27 de julho de 2012 - 16:40

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Atendimento ao RN na Sala de Parto

por: Colunista Portal - Educação

Os primeiros minutos de vida do RN são decisivos
Os primeiros minutos de vida do RN são decisivos
O recém-nascido de muito baixo peso é extremamente susceptível a eventos hipóxicos associados a doenças maternas, fetais e placentárias, exigindo, na maioria das vezes necessidade de reanimação imediata após o parto. Os primeiros minutos de vida do RN são decisivos e de vital importância para o seu desenvolvimento pleno e sem sequelas neurológicas. Busca-se, por meio de ações rápidas, cuidadosas e delicadas, facilitar o rito de passagem e favorecer, portanto, condições que permitam ao RN estabelecer um equilíbrio com a vida, quando seu frágil e vulnerável corpo assume os riscos da independência fisiológica e a liberdade de suas funções vitais no limite de sua potencialidade. Todo RN merece cuidado especial logo após o nascimento.

Entretanto, alguns necessitam atenção redobrada, pelo maior risco a que estão expostos, estes RN geralmente apresentam fatores de risco perinatais e/ou pré-natais e nestes casos, deve-se estar preparado para possibilidade de utilizar de procedimentos de reanimação neonatal. O preparo para atender um neonato ao nascimento consiste na realização de anamnese materna, na disponibilidade do material de reanimação e na presença de equipe treinada. A equipe que recepcionará o recém-nascido na sala de parto deve conhecer as condições presentes durante a gravidez e parto que aumentam a possibilidade de sofrimento fetal.

Todo material necessário utilizado na reanimação deve estar preparado, testado e disponível em local de fácil acesso, antes do nascimento de qualquer recém-nascido. O material é composto de equipamentos para manutenção da temperatura, para a aspiração e a ventilação do neonato, além das medicações, que são preparadas no início do plantão diurno e trocadas a cada 24 horas, quando não utilizadas, ou novamente preparadas logo após o uso. Como a reanimação do prematuro pode consistir em ventilação e na aplicação de massagem cardíaca, e até mesmo na administração de medicações, faz-se necessária a presença de um a dois técnicos de enfermagem que atuarão junto ao médico no atendimento ao recém-nascido.

As condições do recém-nascido são avaliadas por três sinais que são: respiração, frequência cardíaca e cor, o boletim de APGAR não deve ser utilizado para determinar o início da reanimação e sim para avaliar a resposta do RN às manobras de reanimação, no 1º e 5° minutos de vida e, se necessário, 10º, 15º e 20º minutos. Os equipamentos e materiais necessários: Fonte de calor radiante; Estetoscópio neonatal; Sondas de aspiração traqueal nº 6, 8, 10 e 12; Laringoscópio com lâmina reta (nº 0 e 1); Cânulas endotraqueais sem balão de diâmetro uniforme nº 2,5; 3,0; 3,5 e 4,0 com linha radiopaca; Fio-guia; Material para fixação da cânula; Pilhas e lâmpadas sobressalentes; Aspirador a vácuo com fluxômetro; Adaptação para aspiração de mecônio; Máscara para RN de termo e pré-termo; Balão autoinflável com capacidade máxima de 750 ml válvula de segurança e reservatório de 02 (para atingir FIO2 DE 90-100%); Cânula de Guedel; Seringas de 20; 10 e 1cc; Agulhas; Bureta de microgotas; Cabo de bisturi com lâmina reta; Cadarço estéril; Material cirúrgico; Luvas, compressas e gases estéreis; Ampolas de água destilada; Adrenalina; Bicarbonato de sódio a 8,4%; Expansores de volume (SF0,9% E albumina); Naloxone.

O ABC da Reanimação envolve as seguintes etapas: A (Airways): manter vias aéreas permeáveis pelo posicionamento adequado da cabeça e do pescoço, da aspiração de VAS e, se necessário da traqueia; B (Breathing): iniciar a respiração por meio da estimulação tátil e da ventilação com pressão positiva através de balão e máscara ou balão e cânula traqueal; C (Circulation): manter circulação por meio de massagem cardíaca e administração de medicações ou fluidos. Imediatamente após o nascimento, a necessidade de reanimação depende da avaliação rápida e simultânea da presença de líquido meconial, do choro ou respiração, do tônus muscular, da cor e da duração da gestação (a termo ou pré-termo). Os procedimentos são realizados com base na avaliação integrada de três sinais: respiração, frequência cardíaca e cor.

Os procedimentos na recepção do recém-nascido são: Manter sala de recepção do RN com temperatura adequada; Colocar o RN sob calor radiante; Posicionar o recém-nascido, mantendo a cabeça em posição neutra ou com leve extensão do pescoço (coxim nos ombros), evitar a hiperextensão ou a flexão exagerada do mesmo; Aspirar às vias aéreas, inicialmente a boca e depois o nariz, evitar o uso de pressões excessivas e a introdução brusca da sonda de aspiração-reflexo vagal; Na presença de líquido amniótico meconial e recém-nascido deprimido, aspirar à traqueia sob visualização direta imediatamente após a colocação do RN a fonte de calor e somente após, ventilar; Secar o RN e remover os campos úmidos; Realizar estimulação tátil com manobras delicadas no dorso do RN, no máximo duas vezes, se não houver respiração regular; Administrar oxigênio inalatório se houver cianose central ou ventilação com pressão positiva (VPP), utilizando balão e máscara ou cânula endotraqueal; Estabelecer e manter circulação; Medicação.
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