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Alimentos Funcionais

Artigo por Amanda Dezze do Amaral - terça-feira, 3 de julho de 2012

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Alimentos Funcionais
Alimentos Funcionais

INTRODUÇÃO

Alimento funcional é definido pela RDC 18/99, como sendo aquele alimento ou ingrediente que, além das funções nutritivas básicas, quando consumido como parte da dieta usual, produza efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou efeitos benéficos à saúde, devendo ser seguro para consumo sem supervisão médica.1

Segundo Roberfroid (2002)2, um alimento pode ser considerado funcional se for demonstrado de maneira satisfatória que pode agir de forma “benéfica” em uma ou mais funções do corpo, além de se adequar à nutrição e, de certo modo, melhorar a saúde e o bem estar ou reduzir o risco de doenças.

A ADA (American Dietetic Association, 1999)3 considera alimentos fortificados e modificados como alimentos funcionais, alegando seus efeitos potencialmente benéficos sobre a saúde, quando consumidos como parte de uma dieta variada e em níveis efetivos. Ainda segundo o mesmo órgão, a propriedade funcional atribuída a esses alimentos é aquela relativa à ação metabólica ou fisiológica que a substância (podendo ser nutriente ou não) presente no alimento, tem no crescimento, desenvolvimento, manutenção e outras funções normais do organismo humano.

Naturalmente, todos os alimentos são funcionais, uma vez que nos proporcionam sabor, aroma e valor nutritivo. Entretanto, nas últimas décadas, o termo funcional está sendo aplicado a alimentos com uma característica diferente, a de proporcionar um benefício fisiológico adicional, além das qualidades nutricionais básicas encontradas. Tais alimentos também são vistos como promotores de saúde e podem estar associados à redução ao risco a certas doenças (Vieira. P. C. A; et al, 2006) 4.

A comercialização destes produtos, denominados alimentos funcionais, consiste em seguir normas de acordo com a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), definidas nas RDC Nº 18 e 19 (1999) 1.

REGULAMENTAÇÃO

Na regulamentação brasileira, a portaria nº 398 de 30/04/99, da Secretaria de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde no Brasil fornecem a definição legal de alimentos funcional: “todos aqueles alimentos ou ingrediente que além das funções nutricionais básicas, quando consumido como parte da dieta usual, produz efeitos metabólicos e/ou fisiológicos e/ou benefícios à saúde, devendo ser seguro para consumo sem previsão médica”.

Resolução ANVS/MS n.º 18, republicada no DOU em 03/12/99, (republicada em 03/12/1999 - por terem saído com incorreção, do original, no D.O. de 3/5/99, Seção 1, pág. 11): Regulamento Técnico que Estabelece as Diretrizes Básicas para Análise e Comprovação de Propriedades Funcionais e ou de Saúde Alegadas em Rotulagem de Alimentos1.

ALIMENTOS FUNCIONAIS SEGUNDO A ANVISA E SUAS RESPECTIVAS FUNÇÕES E FONTES ALIMENTARES

http://www.anvisa.gov.br/alimentos/comissoes/tecno_lista_alega.htm

CONCLUSÃO

Diante dos alimentos funcionais e suas funções, o consumidor é atraído por esses conceitos, o que pode sem dúvida interferir no comportamento alimentar do mesmo. Portanto, devido à grande variedade de alimentos funcionais ou enriquecidos existentes hoje, esses alimentos e outros que não são de propriedades funcionais devem ser ingeridos de acordo com as proporções e necessidades nutricionais de cada indivíduo. Não existe uma fórmula ou alimento mágico. Entretanto, as empresas devem seguir os critérios da ANVISA baseados nas RDC nº 18 e 19, que abordam as alegações para a veiculação de alimento com propriedade funcional e/ou de saúde que dão direcionamento a forma de comercializar e de divulgação.

Concluindo, o consumidor tem que está atento a esses alimentos e suas corretas propriedades para não ser induzindo ao erro. O consumo desses alimentos pode contribuir para a prevenção de doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), porém devem está associada a uma alimentação e a um estilo de vida saudável e equilibrado.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. AGÊNCIA NACIONAL DE VIGILÂNCIA SANITÁRIA – ANVISA. Aprova o regulamento técnico que estabelece as diretrizes básicas para analise e comprovação de propriedades funcionais e ou de saúde alegadas em rotulagem de alimentos. Resolução n. 18, de 3 de dezembro de 1999.

2. ROBERFROID, M. Functiond food concept and ites application to prbiotics. Digustive and Liver Disease. V. 34, Suppl. 2, p. 105 - 110, 2002.

3. ADA REPORTS. Position of the American Dietetic Association: Functiond foods. I. AM. Diet. Assoc. Chicago, v. 99, n. 10, p. 127 – 85, out. 1999.

4. VIEIRA. A. C. P., et al Alimentos funcionais: aspectos relevantes para o consumidor, jul. 2007.

CreativeCommons

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Amanda Dezze do Amaral

Amanda Dezze do Amaral, 34 anos, Nutricionista. Possuo diversos cursos de atualização, dentre eles: Nutrição Clínica e Avaliação Nutricional, Fitoterapia para Nutricionistas, Nutrição apl. à Medicina Estética, Nutrição Funcional, Nutrição e Envelhecimento, HAS, DM, DRC, Doenças Cardiometabólicas, Aconselhamento Nutricional da Obesidade na Infância e Adolescência.