artigo

quinta-feira, 21 de junho de 2012 - 00:34

Tamanho do texto: A A

A importância da humanização da assistência de enfermagem no setor de emergência

por: Lucas Silva Mascarenhas

A importância da humanização da assistência de enfermagem
A importância da humanização da assistência de enfermagem

Por ser um assunto que aborda questões de retomada de valores éticos e morais, a humanização torna-se objeto de discussão debatida numa plataforma de construção de uma nova sociedade, que busca rever as virtudes humanas que se perderam ao longo dos anos, essas virtudes passaram a ser ridicularizadas, pois a valorização da vida deixou de ser vista como algo precioso.

 


Diante disso apresentamos nesse trabalho uma breve discussão sobre o tema humanização na unidade de emergência. Para obtenção das informações referentes ao tema proposto, utilizamos o método qualitativo de revisão bibliográfica exploratória de trabalhos já publicados. Sendo o objetivo de esse trabalho pontuar a importância da assistência de enfermagem humanizada na emergência.

 


Partindo do conceito de humanização, expondo os principais fatores que interfere a humanização da assistência de enfermagem no setor de emergência, buscando definir estratégias que ofereçam orientações sobre como contribuir para a promoção do serviço humanizado no referido setor, favorecendo não só os clientes mais a toda equipe de saúde multidisciplinar.

 


Neste sentido concluímos como estratégias a conscientização do ponto de vista ético e moral de todos os agentes envolvidos no processo de promoção da saúde, inclusive o paciente, através da avaliação da assistência recebida na emergência, isso inclui a capacitação coletiva de todos os profissionais, e seus gestores, baseado em estudos contínuos, a partir da sua formação profissional até a atuação na emergência.

 

Enfim humanizar a assistência de enfermagem na emergência é um desafio, entretanto, possível e essencial na prática da enfermagem.


INTRODUÇÃO
A humanização vem sendo abordada na atualidade com crescente relevância, trazendo discussões significativas para a retomada dos valores éticos e morais, que devem permear a atuação dos profissionais que lidam diretamente com a pessoa humana. Para os trabalhadores da saúde, é indispensável um ambiente de trabalho onde a harmonia com as atividades realizadas e o entendimento com o cliente seja efetivo, pois sem condições humanas dignas para o desempenho da função e assistência adequada ao cliente, não há como garantir um serviço de qualidade.

 


De acordo com Brasil (2011), o Sistema de Saúde torna-se eficaz diante da qualidade do relacionamento humano estabelecido entre os profissionais e os usuários no processo de atendimento hospitalar. O que motivou a implantação do Programa Nacional de Humanização da Assistência Hospitalar que vem obtendo uma repercussão tão extraordinária, agregando esforços de Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde por todo o País. É preciso reforçar essa discussão, contribuindo para relembrar a necessidade do agir humanizado, revendo as virtudes humanas que naturalmente podem fluir de cada individuo se este for exercitado.

 


Nessa discussão é importante apresentar os valores éticos como fundamentos necessários para pontuar a importância que a humanização representa para a promoção da saúde. De acordo com Backes e Lunardi: A doença, muitas vezes, passou a ser o objeto do saber reconhecido cientificamente, desarticulado do ser que a abriga e no qual ela se desenvolve. Também, os profissionais da área da saúde parecem gradativamente desumanizar-se, favorecendo a desumanização de sua prática.

 


Desse modo, a ética, por enfatizar os valores, os deveres e direitos, o modo como os sujeitos se conduzem nas relações, constitui-se numa dimensão fundamental para a humanização hospitalar. (BACKES; LUNARDI, 2006, p. 2). Nesse Contexto poder-se-ia perguntar quais as estratégias podem ser utilizadas pela enfermagem visando uma assistência humanizada na unidade de emergência? Considerando o cuidado de enfermagem como uma arte por natureza humanizada, vemos que ao prestar o atendimento ao paciente, o enfermeiro já atua como um agente humanizador, pois o simples fato de atender a necessidade de alguém, já demonstra uma atitude humanamente correta, logo a enfermagem não tem que se humanizar, mas agir conforme a sua própria essência.

 


Conforme afirma Henriques e Barros (2011), a pessoa humana nasce com potencial para o cuidado e isso significa que todas as pessoas são capazes de cuidar. Evidentemente, essa capacidade será melhor ou menos desenvolvida de acordo com as circunstâncias em que for exercida durante as etapas da vida, por essa razão há a necessidade de conscientização dos profissionais envolvidos no processo do cuidado em saúde, sobre a importância do exercício profissional humanizado para o bem estar, não só do paciente, mas também dos próprios cuidadores. Esse potencial para o cuidado poderá ser eficientemente aproveitado, se houver uma valorização mais profunda da visão integral que constitui o ser humano.

 


Conforme afirma Deslandes (2002) há necessidade de cada vez mais aprofundar a discussão a cerca da saúde dentro de uma visão holística e humanística, visto que o respeito á individualidade das pessoas, da escuta, valorizando as crenças e da comunicação, são elementos básicos da humanização. A enfermagem ao prestar um atendimento ao cliente deve agir de forma holística, visando à promoção da saúde e o bem esta do paciente e sua família no âmbito biopsicossocial, assim minimizando o sofrimento da hospitalização, pois de acordo com Brasil (2009) "muitas são as dimensões com as quais estamos comprometidos no trabalho em saúde: prevenir, cuidar, proteger, tratar, recuperar, promover, enfim, produzir saúde".

 


Na emergência o enfermeiro atua profissionalmente de acordo com a demanda de serviço ali ofertado e o processo tecnológico contribui com a eficiência no atendimento emergencial, entretanto a forma de gerenciar assistência de enfermagem neste setor acaba, afastando enfermeiro do seu verdadeiro propósito, que é garantir o apoio humanizado ao paciente, no processo de recuperação da saúde. Pois na emergência as atividades, muitas vezes, são desenvolvidas de forma não sistematizada, o que interfere na interpretação das reais necessidades do cliente, embutida na urgência que ele necessita.

CreativeCommons

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

Comentários


colunista

Lucas Silva Mascarenhas

Bacharel em Enfermagem pela Estácio Fib, Pós Graduando em Docência do Ensino Superior pela Universidade Salvador - UNIFACS Laureat Universities.

Enfermagem