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Músculos: Características funcionais

Artigo por Colunista Portal - Educação - quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

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A elasticidade do músculo deve-se ao componente elástico em série
A elasticidade do músculo deve-se ao componente elástico em série
Quanto às características funcionais dos músculos, pode-se dizer que o músculo esquelético é muito resistente e pode ser alongado e encurtado em velocidades diferenciadas sem que ocorram grandes danos ao tecido.

O desempenho das fibras em situações de velocidade e carga variáveis é determinado por quatro propriedades do tecido muscular esquelético: irritabilidade, contratilidade, extensibilidade e elasticidade (HAMILL e KNUTZEN, 1999). Segundo McGinnis (2002), essas propriedades são comuns a todos os tipos de músculos, incluindo cardíaco, o liso e o esquelético.

Extensibilidade: capacidade do músculo para alongar-se além do comprimento de repouso (HAMILL e KNUTEZEN, 1999). 

Elasticidade: capacidade da fibra muscular para retornar ao seu comprimento de repouso depois que a força de alongamento do músculo é removida (HAMILL e KNUTEZEN, 1999).

Segundo Hall (2000), o comportamento elástico do músculo constitui de dois componentes principais:

1) O componente elástico em paralelo proporcionado pelas membranas musculares fornece resistência quando um músculo é estirado passivamente; e

2) O componente elástico em série, localizado nos tendões, que atua como uma mola armazenando energia elástica quando um músculo sob tensão é estirado.

A elasticidade do músculo deve-se principalmente ao componente elástico em série. Quando um músculo sob tensão é estirado o componente elástico em série acarreta um efeito de recuo elástico, e o reflexo de estiramento inicia simultaneamente o desenvolvimento de tensão do músculo. Logo, um estiramento promove o encurtamento subsequente forçado do músculo.

Para Hamill e Knutzen (1999), se a ação muscular concêntrica, ou o encurtamento, de um grupo muscular for precedida por uma ação muscular excêntrica, ou pré-alongamento, a ação concêntrica resultante será capaz de gerar mais força, pois o alongamento do músculo muda suas características aumentando sua tensão por meio do armazenamento de energia elástica potencial no componente elástico em série do músculo. Este padrão de contração excêntrica seguida imediatamente por uma contração concêntrica é conhecido como ciclo encurtamento-alongamento (HALL, 2000).

Ademais, se uma contração com encurtamento do músculo ocorre dentro de um tempo razoável após alongamento (0,0 a 0,9 segundos), a energia armazenada é recuperada e usada. Mas se o alongamento é mantido por um tempo prolongado antes de ocorrer o encurtamento, a energia elástica armazenada é perdida pela conversão em calor (HAMILL e KNUTZEN, 1999).
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