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Lesão muscular

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 1 de janeiro de 2008

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 Lesão muscular
 
As lesões musculares podem ser classificadas em traumáticas e atraumáticas. Entre as traumáticas, estão o estiramento, a contusão e a laceração (ou ruptura, sendo esta parcial ou total). Entre as atraumáticas, estão a cãibra e a dor muscular tardia.

Podemos encontrar ainda outras classificações, com relação ao tempo de lesão (agudas ou crônicas) e à ocorrência (lesão primária ou recidivante, levando-se em conta se esta ocorreu pela primeira vez naquele determinado músculo ou não).

TRAUMÁTICAS

Estiramento Muscular

A maior parte das lesões é classificada como estiramento muscular. Esta é classificada como lesão muscular indireta, pois a energia do trauma não ocorre diretamente na área muscular que se encontra anatomicamente alterada. É causada por um alongamento das fibras musculares, além do seu estado fisiológico, ou pode ser resultante de uma contração muscular excêntrica em determinado movimento esportivo, como, por exemplo, o movimento de contração dos isquiotíbiais que molduram a contração concêntrica do quadríceps durante um chute no futebol. O local mais acometido é a junção miotendínea ou a região distal do ventre muscular.

O grau e a gravidade das lesões são baseados no número e na extensão das fibras lesionadas. Podemos dividir estas lesões em três estágios:

Primeiro grau: é o estiramento de uma pequena quantidade de fibras musculares. Ocorre dor quando o músculo é solicitado pela contração, especialmente contra a resistência. A dor se localiza em um ponto específico, e o atleta pode ter dores somente em manobras extremas da articulação. O edema pode estar presente, mas, geralmente, não é notado no exame físico.

Ocorrem danos estruturais mínimos, a hemorragia é pequena, e a resolução é rápida (geralmente, após uma semana, o atleta já está de volta à sua atividade física regular).

Segundo grau: praticamente, você encontra os mesmos achados da lesão de primeiro grau, porém com maior intensidade. Acompanha-se de: dor, moderada hemorragia, processo inflamatório local mais exuberante e diminuição maior da função. A resolução é mais lenta, e, nestes casos, o atleta pode ficar afastado do esporte de duas a três semanas. O número de fibras lesionadas e a gravidade da lesão são maiores.

Terceiro grau: esta lesão geralmente ocorre desencadeando uma ruptura completa do músculo ou de grande parte dele, resultando em uma importante perda da função com a presença de um defeito palpável. A dor pode variar de moderada à muito intensa, provocada pela contração muscular passivo. O edema e a hemorragia são grandes. Dependendo da localização do músculo lesionado em relação à pele adjacente, o edema, a equimose e o hematoma podem ser visíveis, localizando-se geralmente em uma posição distal à lesão devido à força da gravidade que desloca o volume de sangue produzido em decorrência da lesão. O defeito muscular pode ser palpável já nos casos de segundo grau, sendo palpável e visível nos casos de terceiro grau.

Contusão Muscular

Esta lesão também é muito freqüente na prática de alguns esportes de contato, como o futebol, futebol americano, rúgbi, basquete, handebol e os esportes de luta.

Diferente do que ocorre nos estiramentos musculares, a contusão é causada por um trauma direto na musculatura e acomete, com maior freqüência, os membros inferiores. Dependendo da energia gerada em decorrência do movimento esportivo que gerou o trauma, os danos musculares podem ser graves e desencadear extensas áreas de sangramento tanto dentro quanto fora do compartimento muscular.
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