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Captação de Recursos no Terceiro Setor


9 de março de 2012


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As organizações de terceiro setor no Brasil vem enfrentando problemas

INTRODUÇÃO
 
As organizações de terceiro setor no Brasil vem, em sua maioria, enfrentando problemas de captação de recursos. Uma das razões para isso, é a grande quantidade de organizações que se encontram hoje na sociedade.

Entender o que é terceiro setor, qual a sua área de atuação e como faz para conseguir captar recursos para a sua sustentação é fundamental para que ela continue com suas atividades na sociedade.

Como a “disputa” por busca de recursos neste setor é alta entender todas as alternativas que existem é essencial para que a organização e nesse sentido vamos explorar um segmento pouco utilizado pelas organizações: as doações que possuem incentivos fiscais.

As dificuldades econômicas que o mercado passa, serve como “desculpa” para se eximirem de doar recursos para as organizações, sendo assim, entender e saber mostrar aos empresários que suas doações podem ser completamente compensadas no pagamento de impostos pode estimulá-los a serem mais ativos nas contribuições.
 
2 – O TERCEIRO SETOR
 
Para Chiavenato (2000, p. 44), as organizações são unidades sociais que se formam, a fim de atingir objetivos específicos. Para ele, (2000, p. 45), “dentro das organizações existem aquelas moldadas explicitamente para atingir objetivos de lucro como meio de se auto sustentarem pelo excedente de resultados financeiros e de proporcionarem retorno de investimentos ou de capital, como também existem organizações que não incluem obrigatoriamente o lucro com um de seus objetivos principais”. Quando se parte então para se dizer o que é Terceiro Setor, deve se entender que é a denominação adotada para as organizações privadas de iniciativa voluntária, sem fins lucrativos, cuja atuação é dirigida a finalidades coletivas ou públicas.

A presença deste tipo de organização no Brasil é ampla e diversificada, constituída principalmente por ONGs (organizações não governamentais), fundações de direito privado, entidades religiosas, associações culturais, educacionais. Essas organizações variam em tamanho, quantidade disponível de recursos, objetivo e forma de atuação.

Isso se deve pelo fato deste tipo de organização não ser algo tão novo no Brasil. Ligadas inicialmente por ações promovidas pela igreja, com o fim de ajudar os mais necessitados, acabou se tornando um serviço de assistência paralela às organizações estatais. Com isso, diversas áreas da sociedade que inicialmente dependiam de ações do governo, começaram a se organizar para buscar alcançar os anseios que o seu meio pretendia. Uma característica marcante deste movimento foi emergir de ações populares que tinham algo em comum.

Assim, as donas de casas se uniram e formaram as “liga das donas de casa”, os cristãos se organizam para combaterem a fome e o uso de drogas, por exemplo. Outros se juntam porque gostam de animais e fundam a associação protetora dos animais, e assim por diante.

Para Albuquerque (2006, p. 19), as organizações que compõem o terceiro setor têm características comuns quando:

•        Fazem contraponto às ações do governo: os bens de serviços públicos resultam da atuação do Estado e também da multiplicação de várias iniciativas particulares;
•        Fazem contraponto às ações de mercado: abrem campo dos interesses coletivos para a iniciativa individual;
•        Dão maior dimensão aos elementos que as compõem: realçam o valor tanto político quanto econômico das ações voluntárias sem fins lucrativos;

Projetam uma visão integradora da vida pública: enfatizam a complementação entre ações públicas e privadas.

É importante ressaltar, porém, que há diversos tipos de divergências entre as organizações do terceiro setor, principalmente, segundo Andrade (2002), no que diz respeito a valores, opiniões e posições sobre os mais diversos temas.

As organizações do terceiro setor podem, então, ser definidas como um conjunto de ações que partem, em principio, de anseios da própria sociedade que buscam o mesmo objetivo e agem em paralelo ao poder público e ao mercado.

Esse paralelismo não pode ser enxergado como se fosse totalmente à parte, já que, essas organizações precisam sobreviver e para sobreviver é preciso recursos e, tanto o poder público, quanto o mercado, são grandes investidores, seja por parte de dele mesmo, como no caso do mercado, ou por conceder incentivos aos que cooperam com as organizações do terceiro setor, como no caso do poder público. Há de se ressaltar que o poder público pode ainda contribuir ele mesmo, como em muitas parcerias que vemos entre ministérios do governo e ONGs.

O poder público vê nas organizações de Terceiro Setor uma forma de “ajuda” para determinados serviços que tinham que ser prestados por ele. Sendo assim, concede benefícios tanto às organizações quanto a quem coopera com ela.

De posse destes recursos as organizações podem se planejar e buscar executar com propriedade o que se propõem a fazer.
Existem diversas formas destes recursos chegarem às organizações e vamos analisar neste artigo algumas formas de captação de recursos à disposição.
 
 
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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Jose Ricardo Martins Monteiro

Formado em Comunicação Social - bacharelado em Relações Públicas - pela UFG (Universidade Federal de Goiás). Servidor público da Receita Federal do Brasil. Professor de Teologia do Seminário Batista Renovado.

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