Petrobras irá investir no principal rival de MT, Mato Grosso do Sul
“Vencemos Mato Grosso!” Foram com estas palavras que o governador do Mato Grosso do Sul exaltou no seu discurso quando se referiu a maior fábrica de fertilizantes da Petrobras, que será instalada em seu estado, em contrapartida por não ser sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014.
Com capacidade de produção de 1,2 milhões de toneladas de ureia e 761 toneladas de amônia por ano, a “mega fábrica”, como é chamada, será a maior da América Latina e duplicará a produção de fertilizantes do país. Hoje, cerca de 65% de toda a ureia consumida no país é importada e um empreendimento assim, possibilitará que o país supra as necessidades do mercado interno e ainda exporte.
Até mesmo para os descrentes do sucesso da fábrica, que optaram por sediar uma das etapas da copa de 2014 em vez de tê-la instalada no estado, notoriamente conhecido por sua vasta agricultura, e consequentemente ser o principal consumidor de fertilizantes no país, devem dar o braço a torcer.
Se listarmos as incertezas que rondam Mato Grosso, no que diz respeito à Copa de 2014, e colocarmos na balança o que seria mais vantajoso para o estado, sem dúvida uma fábrica que gerará 6.000 empregos diretos, 25.000 empregos indiretos e proporcionar ao estado um incremento de 40% em sua economia, com toda certeza seria a melhor opção.
Mas como MT preferiu uma Copa de incertezas, teremos que conviver com licitações que ocorrerão na última hora para favorecer interesses escusos; uma guerra de siglas e “land rovers” no escuro e a possibilidade de sermos um fracasso total e transformar a cidade verde numa obra inacabada.
Neste momento o melhor a se fazer é torcer pelo sucesso alheio e exportar mão de obra para a nova fábrica gerando recursos para o vizinho e barateando o custo do fertilizante importado por MT ou sentir ciúmes?