Jornalismo ambiental em Roraima
2 de janeiro de 2012
O jornalismo ambiental é uma tendência irreversível na imprensa mundial
O objetivo do artigo é mostrar do ponto de vista de grandes autores de jornalismo ambiental, como as notícias de meio ambiente estão comportadas nas mídias impressas do Brasil. Dando ênfase ao Estado de Roraima, por ser uma das nove unidades da Federação que integram a Amazônia Legal.
Está situado no extremo norte do território brasileiro, com a maior parte de suas terras no Hemisfério Norte. Ocupa uma área territorial de 224.298,98 km, correspondente a 4% da Amazônia Legal e 2,6% da superfície territorial do Brasil. Tendo, de acordo com o senso de 2000, cerca de 320 mil habitantes, com forte concentração nas zonas urbanas, principalmente em Boa Vista que atinge 61,82% desse total.
Uma entrevista com jornalista André Trigueiro concedida ao programa Observatório da Imprensa da Rede Brasil, na quarta-feira, 27 de maio de 2009, reforça a tese de que a sensibilidade da mídia para os assuntos ambientais é invariavelmente determinada por circunstâncias trágicas. Vazamentos de óleo, enchentes, estiagem, queimadas, furacões e terremotos merecem lugar de destaque no noticiário, o que é correto. Mas ainda nos falta, enquanto profissionais de comunicação, perceber a urgência de abrir espaço na mídia para novas pautas que cumpram dois objetivos distintos: explicar com clareza e objetividade os desafios que temos pela frente em relação ao aquecimento global, escassez de recursos hídricos, desertificação do solo, destruição voraz da biodiversidade, multiplicação do volume de lixo, consumismo desenfreado e compulsivo, transgenia irresponsável (entre outros assuntos um tanto ausentes no noticiário); e sinalizar rumo e perspectiva para a sociedade dando visibilidade a inúmeros exemplos de que é possível viver em um mundo sustentável, ou seja, construir um projeto de desenvolvimento que gere riqueza sem destruir o meio ambiente.
O que é Jornalismo Ambiental
Conforme o site www.jornalismoambiental.com.br, o Jornalismo Ambiental, tem um desenvolvimento marcante nos últimos anos, em função da inclusão da Ecologia como pauta diária nos veículos de informação, compreende a divulgação de fatos, processos, estudos e pesquisas associadas à preservação do meio ambiente e da diversidade. No Brasil, ele se manifesta nos veículos tradicionais (jornais e revistas de circulação nacional), mas também a partir de iniciativas relevantes, como o premiado Jornal do Meio Ambiente, de Vilmar Berna, e do Terraamérica, comandado, no Brasil, pela competente equipe da Envolverdes.
Em conformidade ao texto produzido para o I Congresso Brasileiro de jornalismo Ambiental, realizado em Santos (SP) em outubro de 2005, no qual o autor participou como palestrante no seminário “Formação em jornalismo ambiental” é possível analisar de acordo com o que foi produzido no texto, que na verdade existem inúmeros obstáculos para o exercício da função de jornalismo ambiental no Brasil, como o preconceito com os assuntos relacionados a meio ambiente (porque este seria um assunto “menor” ou porque ameaçaria injustificadamente o desenvolvimento econômico); os eventuais pudores do veículo para o qual trabalha em relação a assuntos que possam causar constrangimento aos patrocinadores; falta de cultura e de visão de mundo de colegas que ocupam cargos superiores, e que se sentem ameaçados por novas idéias ou modelos de cobertura.
De acordo com o texto produzido para o I Congresso de Jornalismo Ambiental no Brasil, o consumismo sempre foi alvo ou assunto complicado de se tratar na mídia de forma geral, isso em função das empresas de comunicação ser mantidas na maior parte basicamente com recursos da publicidade. Para muitos jornalistas, uma abordagem mais crítica sobre o consumismo pode parecer um gesto desvairado, como dar um tiro no pé. Entretanto, o exercício da visão sistêmica revelaria o enorme problema causado pelo consumo compulsivo que, pela demanda crescente de matéria-prima e energia, acelera a degradação dos recursos naturais numa escala global.
Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.