Inclusão social também faz parte da política do Portal Educação
por lucasO Portal Educação está vencendo um novo tipo de desafio. Agora que já temos mais de 100 colaboradores, passamos a contar com dois novos colegas que exigiram algumas adaptações da nossa equipe: Bruno Viana e Willyans Tannous Quevedo, ambos deficientes auditivos. O primeiro faz leitura labial e o segundo se comunica apenas por meio da linguagem brasileira de sinais (LIBRAS).
É comum uma empresa, ao contratar um Portador de Necessidades Especiais (PNE), colocá-lo em cargos auxiliares e manuais. No Portal Educação eles exercem a função para a qual estão capacitados. “Quando o Bruno entrou, deixou bem claro que gostava muito de ilustrar e vemos que ele é muito mais ativo quando trabalha com o que gosta. Desenvolvemos um briefing especial dos projetos para ele entender exatamente o que queremos da ilustração”, comenta Daniel Ventura, designer instrucional do Portal Educação, que acompanha diariamente o trabalho do PNE. “O Bruno escreve e se comunica muito bem, tem gente que não percebe que ele é surdo.” A adaptação foi gradativa e trouxe grandes resultados para toda equipe.
A chegada de Wilians exigiu maior atenção por parte da empresa e as adaptações foram mais intensas. Por sorte, a colaboradora Pâmela Rodrigues, que já estudava LIBRAS, assumiu a função de intérprete e tornou-se os ouvidos e a voz de Wilians dentro da empresa. Os demais funcionários também se adaptaram à nova realidade e aprenderam ao menos o suficiente de LIBRAS para se comunicar com os PNEs. A linguagem das LIBRAS é diferente do português, por isso é preciso paciência e raciocínio para estabelecer uma comunicação bem simples e direta com o PNE, pois nem todas as palavras e tempos verbais podem ser expressos. “Temos sempre que adaptar o que queremos falar com gestos e visualmente para que haja total entendimento” afirma Daniela Navarro, designer instrucional.
Quem acha que os PNEs ficam para trás no quesito produtividade está enganado. Eles se esforçam muito mais do que quem não possui alguma necessidade especial justamente para mostrar sua capacidade. A preocupação do PNE é atender 100% daquilo que foi proposto. Eles querem mostrar para os chefes e supervisores que não há diferença profissional alguma. Para Wilians “é importante a empresa ajudar o deficiente auditivo a incluí-lo tanto no trabalho como na sociedade, pois todos têm o direito de crescer profissionalmente e conseguir conquistar o seu espaço. As pessoas têm que aprender a aceitar que todos nós somos iguais;muitas vezes é difícil, mas é preciso”.
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