Formulário de Pesquisa

E-learning

8.02.2011

João Mattar fala sobre as características e os desafios da EAD no Brasil

por lucas

Pesquisador especializado em tecnologia da educação e um dos principais nomes da Educação a Distância (EaD) no país, João Mattar, colaborador do Portal Educação, esteve na empresa para conversar com os diretores sobre novos métodos de trabalho e novos conceitos ligados a EaD.

Não deixamos a oportunidade passar e fizemos uma breve entrevista com o especialista, abordando questões que interessam a qualquer pessoa que já pensou, pensa, ou pensará em fazer um curso à distância. Ele também fala sobre desafios na educação presencial. Vale a pena conferir e conhecer melhor o cenário da EaD no país.

Como está a confiança das pessoas em relação à educação a distância?

Tem melhorado ano a ano. O Governo Federal tem investido na formação dos professores a distância. Hoje nós temos a Universidade Aberta do Brasil (UAB), que já garante uma legitimidade, por ser o governo apoiando. Tem muita empresa de fora oferecendo cursos e a gente vê que o movimento é no mundo todo, e não só no Brasil. Além disso, uma coisa importante é que toda universidade pode oferecer 20% das disciplinas à distância. No começo, pouquíssimas faziam isso, e hoje está generalizado. Todo mundo que vai fazer faculdade presencial provavelmente terá alguns cursos à distância. Isso tudo vai aumentando a confiança das pessoas.

Tem aumentado a exigência para profissionais que estão entrando no setor de EaD?

Isso é um problema ainda, na verdade é um dos gargalos da história. Nós temos muito professor atuando em EaD sem formação adequada. No começo, não existia ninguém formado em educação a distância no Brasil. Começou com alguns pioneiros, que fizeram o curso fora do país. Aí entra o trabalho da Universidade Aberta do Brasil (UAB), que é usar a educação a distância para formar professores que, a princípio, são presenciais. Usa-se a educação a distância porque, pela educação presencial, não conseguiríamos formar o número de professores necessários nas salas de aula. A formação de professores de educação a distância é um problema ainda. O governo não faz isso bem. Algumas instituições privadas ou públicas oferecem alguns cursos, mas é pouco ainda, não temos tradição. Precisamos de mão de obra para ser reconhecida como referência de autoridades.

E o reconhecimento para profissionais formados por EaD, como está?

O Ministério da Educação (MEC) não permite que o diploma venha escrito “educação a distância”. Então, a princípio, nem sei como é feita essa mensuração porque, se a pessoa está com diploma e ninguém pergunta nada, ela é formada e pronto. Não se pode dizer que ela é formada em EaD. Sei que alguns Conselhos profissionais não aceitam o profissional formado em EaD. Mas as estatísticas mostram que tem diminuído muito a resistência. Até porque muita gente que faz curso presencial faz disciplinas a distância, e muita gente que faz cursos a distância tem encontros presenciais. Então a tendência é que não exista mais uma separação tão clara entre presencial e a distância. Se a pessoa teve uma formação presencial ou a distância, isso não vai fazer muita diferença. O mercado não vai medir isso.

Há um novo perfil de aluno de EaD surgindo?

A gente costuma dizer que sim, que o aluno tem que ser mais autônomo, mais auto-organizado, pois não tem um professor para cobrar, aula para ir. Mas isso não significa que o aluno não pode se adaptar. Na verdade, as pessoas se adaptam com facilidade a essas características exigidas, se elas são treinadas. Muitos cursos à distância, e esta é a pratica ideal, transformam a pessoa que está entrando em um aluno a distância antes e, depois disso, ele começa a fazer matérias. Preparação, desenvolver autodisciplina, acho que tudo pode ser desenvolvido. Levando isso em consideração, pode-se dizer que o perfil do aluno que sai é diferente, porque ele foi preparado para isso.

Vamos falar um pouco de novas tecnologias. Elas estão ganhando espaço na EaD?

Sim. Mas há um modelo de EaD que defende que devemos usar pouca tecnologia, só o mínimo. Ainda tem gente que defende o minimalismo tecnológico, que faz EaD de muito boa qualidade por lista de e-mail. Muita gente adora, dá certo. O outro modelo já não, utiliza bastante tecnologia: fóruns, chats, ambientes virtuais de aprendizagem, videoconferência, móbile, dispositivos móveis, mundos tridimensionais. O que realmente faz falta, tanto na EaD quanto na educação presencial, é a aplicação da tecnologia educacional. Nós temos um grande desafio, que é treinar os professores para usarem essas tecnologias, tanto na educação a distância quanto na presencial.

A tecnologia acaba sendo mais presente na EaD do que na educação presencial? A EaD depende de tecnologia?

Sim. Mas ambos os sistemas necessitam de tecnologia. Algumas pessoas falam que na EaD, pela distância, é necessária a utilização de mais meios tecnológicos. Mas é só no Brasil que isso acontece. Fora do Brasil, a “education tecnology” é um campo de estudos riquíssimo e não tem distinções quanto ao ensino presencial e a distância. Na EaD, é natural a utilização da tecnologia. Mas na presencial é um desafio muito grande porque depende de modificações em uma cultura enraizada.

Quais os maiores desafios para a área de EaD?

Formação de profissionais para atuar em educação a distância. A maioria dos tutores não tem formação em EaD. Faltam cursos de pós-graduação, especialização, treinamento para os profissionais trabalharem com design instrucional.
E também tem o problema dos modelos. O modelo que impera no Brasil é o autoinstrucional, em que o aluno estuda sozinho e faz uma prova no final. Existem modelos que são opostos a esse, são modelos interativos. A gente caminhou para um modelo que dispensa a presença do professor. Eu acho isso um grande problema. Para cursos rápidos, sem problemas. Agora, numa graduação, numa pós-graduação isso não é aceitável. Existem modelos com interação e a gente não caminhou para isso no Brasil. Vai ser muito difícil reverter a situação, porque hábitos não se mudam rapidamente, e a gente caminhou para modelos em que se aposta muito pouco na figura do professor e se baseia na figura do aluno estudando sozinho. Eu tenho sido contrário a isso, tenho mostrado que tem um modelo de EaD que pode ter interação, que a pessoa pode participar. Você chama um pouco mais, exige, não deixa só ela ler, fazer atividade.
Eu acho que a questão da formação da mão de obra e os modelos são os dois maiores desafios. A questão da credibilidade tem sido enfrentada. A resistência em relação ao modelo autoinstrucional ainda é grande. E eu também sou contra esse modelo. Ele não funciona, é pouco efetivo, mas tem outros modelos que funcionam muito bem.

Quais as recomendações para alguém que quer fazer um curso a distância?

Primeiro ele decide a área. Depois, pesquisa. Por exemplo, graduação em Direito ou Medicina não existe a distância no Brasil. Depois, ele tem que pesquisar para ver qual o modelo; o fato de ser “a distância” não define a história. Hoje é tão misturado que é possível que o curso que ele queira fazer exija a presença em um pólo, provas presenciais.
Além disso, ele precisa pesquisar a credibilidade da instituição. O MEC tem uma lista de instituições credenciadas. A avaliação é difícil, mas ele pode ler, procurar se informar, perguntar para as pessoas. Se a pessoa se decepciona com a presencial, ela muda de universidade. Se ela se decepciona com a EaD, ela acha que não se adapta ao modelo e desiste. Então ele tem que perguntar para pessoas que fizeram na área que ele fez.
Hoje, boas universidades presenciais montaram bons cursos a distância. Uma boa instituição presencial não vai se arriscar e fazer um trabalho ruim a distância porque ele vai acabar com a credibilidade que ele tinha no presencial. E se a pessoa tem disponibilidade, tempo e dinheiro para pagar um curso presencial, vale a pena, porque ele será apresentando aos dois modelos. Mas se é mais adequado para ela fazer a distância, basta pesquisar e se lançar na experiência.

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20.09.2010

Site Soluções Corporativas está de “Cara Nova”

por Igor Holanda Nanni

Soluções Corporativas

Na próxima semana estará no ar o novo site do Soluções Corporativas. Com um novo layout, facilitará ainda mais o cliente/afiliado que estará interessado em adquirir os produtos da empresa.

Atualmente, os afiliados ficam dentro do site das Soluções. Com a mudança, haverá uma página para cada um. Vale destacar que todo o layout foi reformulado e aplicado nos conceitos de Web 2.0. Agora o usuário tem a oportunidade de encontrar vídeos e animações.

Outra novidade é que foi incluído o e-UCV entre os produtos das Soluções, em contrapartida, foi retirado o e-Produção. Parabéns a toda a equipe que esteve envolvida na produção deste novo projeto.

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11.09.2010

Portal Educação entre as Melhores Empresas e a 3ª que mais cresce no Brasil

por Soraia

Portal Educação entre as melhoresPortal Educação entre as melhoresPortal Educação entre as melhoresPortal Educação entre as melhores

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21.03.2010

Ensino a distância cresce sob supervisão

por Andre

Cristiane Capuchinho
Folha de S.Paulo
14/3/2010

Modalidade regulamentada em 1996 -ao ser incluída na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional-, o ensino a distância atrai cada vez mais estudantes. Especialmente os que valorizam o tempo economizado em deslocamentos e a flexibilidade para encaixar estudos no tempo livre.

Os cursos que mais atraem alunos são os livres (1 milhão em 2008), os de graduação (761 mil) e os de especialização (315 mil). No ensino superior, somam 13% das matrículas. Segundo o MEC (Ministério da Educação), quem faz graduação a distância trabalha em tempo integral (61%) e completou o ensino médio em escola pública (67%).

Essa crescente popularidade permite a instituições de ensino ampliar o número de vagas sem significativo investimento na infraestrutura e oferecer cursos que custam 40% menos do que os presenciais.”Com o crescimento, houve movimento predatório de competitividade na mensalidade”, observa Carlos Eduardo Bielschowsky, secretário de educação a distância do MEC.

“Infelizmente há guerra econômica. Mas que tipo de apostila essa instituição [com preços muito reduzidos] irá preparar? Qual será a preparação do tutor que estará no polo?”, questiona Fredric Litto, presidente da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância).

Para controlar a qualidade, o MEC -que credencia instituições que têm graduação e pós lato sensu a distância- supervisiona cursos e polos de apoio.
Desde 2008, 5.613 polos já foram fechados. Parte das instituições repassava a terceiros a responsabilidade pelo polo, o que é proibido por lei.

Com o controle, o crescimento desacelerou. Em 2009, o número de matrículas aumentou 7%, frente à porcentagem nunca inferior a 80% registrada nos quatro anos anteriores.

Fronteiras

O ensino a distância propõe um desafio. “Não é mais o professor ensinando, mas o aluno aprendendo”, comenta Otacília da Paz Pereira, coordenadora do núcleo de tecnologias educacionais do Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).

Mas a novidade ainda causa suspeição. Para Bielschowsky, a fragilidade do modelo está na superficialidade do material didático e da avaliação em algumas instituições. “O receio tem diminuído à medida que universidades públicas passaram a adotar esse sistema, pois têm nome e peso no mercado”, afirma Litto.

Boa parte dessa expansão ocorreu na rede pública: 38,3% dos alunos de graduação se matricularam em instituições públicas em 2008 -elas reúnem 33,5% dos alunos do modo presencial.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/empregos/ce1403201014.htm

TUTORIAL: Como são os cursos e as aulas e que órgãos regulamentam a qualidade do ensino

Como é o curso

COMO FUNCIONA UM CURSO A DISTÂNCIA?
No modelo mais comum, as aulas são vídeos arquivados em uma plataforma online. Também há os que têm teleaulas por conferência uma vez por semana, no polo de apoio, e outros com cursos transmitidos via satélite para a casa do estudante

O QUE É A PLATAFORMA ONLINE?
O ambiente virtual do curso, onde estão armazenados material didático, exercícios, aulas e textos. Lá, o aluno tem acesso ao cronograma do curso, a recados de professores e tutores, fórum de discussão, chat, videoconferência e ferramentas colaborativas (wikis)

O QUE É O POLO DE APOIO?
Exigido pelo MEC (Ministério da Educação) para cursos de graduação e de pós, é um espaço onde o estudante tem acesso a biblioteca e laboratório de informática e pode ser atendido por tutores, assistir aulas e realizar práticas de laboratório

Que equipamento preciso ter?
Para acessar a plataforma online é preciso ter um computador com memória RAM de 1 Gb, acesso à internet (de preferência em banda larga), placas de som e de vídeo e caixas de som

Como tiro dúvidas?
Em aulas transmitidas ao vivo, pode-se interromper o professor enviando perguntas por chat ou telefone. Nas gravadas ou em caso de dúvida sobre material didático ou exercícios, tutores podem ser contatados pela internet, por telefone ou no polo de apoio

As provas também são online?
Em cursos livres, sim. Mas nos de graduação e pós, o MEC exige avaliações presenciais, feitas no polo de apoio, geralmente realizadas ao final de cada semestre. O trabalho de conclusão de curso deve ser apresentado presencialmente.

O diploma vale tanto quanto o do presencial?
A legislação brasileira garante que o diploma de todos os cursos de graduação e pós-graduação credenciados pelo MEC é válido e não pode haver discriminação entre o curso a distância e o presencial.

O curso online tem a mesma duração do presencial?
O de graduação, sim -incluindo aulas, laboratórios e estágio. Mede-se a carga horária por tempo de acesso, horas previstas para exercícios e atividades no polo presencial. Para pós não há previsão legal de carga horária.

Como escolher um bom curso?
Confira se a instituição e o polo são credenciados pelo MEC em http://siead.mec.gov.br. Cursos livres não são regulamentados; compare-os com outros e escolha instituições reconhecidas, que, em geral, mantêm a qualidade.

O que a escola deve oferecer?
Confira se ela provê ferramentas adequadas ao objetivo, como fórum de discussão, chat e conferência pela internet. A escola deve fornecer a grade de horário para contatar tutores; é importante haver situações de pergunta e resposta simultâneas.

Hora do estudo

O material didático precisa detalhar habilidades e competências que o estudante deve alcançar ao final de cada unidade, com parâmetros para autoavaliação

Encontro entre alunos e professores é um forte motivador; para que ele ocorra, a escola deve dispor de centros de atendimento

Seguir um curso a distância exige motivação e organização redobradas, pois o aluno terá que coordenar seu estudo sem ter horários predeterminados

Fontes: Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), MEC, Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), estudantes e professores

Leia entrevista com Romero Tori sobre tecnologias interativas
www.folha.com.br/100701

Diploma renomado reduz desconfiança do mercado

USP e Unesp estreiam cursos a distância e podem arrefecer resistência dos selecionadores à modalidade

BRUNA BORGES

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Mais velho e trabalhando em tempo integral, o aluno de graduação a distância faz o curso para melhorar sua empregabilidade. Só que pode esbarrar na desconfiança do entrevistador.

Para Fábia Barros, consultora de recursos humanos do Grupo Foco, o mercado tem resistências por não conhecer bem a modalidade. Para Gisele Andriotti, consultora da Ricardo Xavier Recursos Humanos, isso ocorre devido à descrença na avaliação das instituições. O Ministério da Educação fiscaliza cerca de 80% delas. Em fevereiro, vetou vestibulares em 108 polos irregulares, que atenderiam a 10 mil alunos. Se ele chancela a escola, é ilegal discriminar o diploma.

Por isso a Justiça Federal obrigou, no mês passado, o Conselho Federal de Biologia a conceder registros profissionais a graduados a distância, vetados desde 2008 por questionamento sobre o método e a eficácia do curso.

“É uma questão cultural. Ainda não há muita gente no mercado para reverter essa situação”, avalia Carlos Bielschowsky, secretário de educação a distância do MEC.

Seleção

Para Bielschowsky, a desconfiança deve ser amenizada com a oferta de graduação a distância na USP (Universidade de São Paulo), na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e na Unesp (Universidade Estadual Paulista). Todas estão no programa Universidade Virtual do Estado de São Paulo.

A primeira aula foi no último dia 1º, para alunos de pedagogia da Unesp. A USP terá cursos de ciências e de pedagogia, e a Unicamp avalia propostas.

Para conseguir um bom emprego, é preciso aliar escolas reconhecidas a desenvoltura na entrevista. “Boas instituições geralmente formam bons profissionais. A avaliação leva em conta a seriedade dos estudos, e não a modalidade de ensino”, diz Constantino Carvalho, diretor de educação da Catho.

“Se o candidato se comporta de forma atrativa, tem muita chance de ser contratado, pois não importa só vasto currículo acadêmico”, completa Barros.

Quem fez curso a distância também pode se destacar mostrando ser organizado com tempo e prazos e ter maior contato com novas tecnologias. “No curso on-line, exige-se muito a participação do aluno. Na sala de aula, às vezes ele passa anônimo”, diz Carvalho.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/empregos/ce1403201016.htm

AULAS NAS FOLGAS

Em meio a plantões e muito trabalho, o guarda civil Fernando Aquino, 32, usa as horas de folga para estudar pedagogia a distância. Recebe aulas por e-mail e faz estágio em uma escola pública perto do trabalho. “Aprendo mais porque a aula é concisa. O que mais me prejudica é a internet. Já atrasei aula e exercício por falha no serviço de banda larga.”

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/empregos/ce1403201017.htm

Expansão de cursos chega a 52% em um ano, diz Abed

Sem tempo, profissionais passam a se especializar a distância

JORDANA VIOTTO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Como a correria do escritório turbina o interesse de profissionais por cursos de pós-graduação a distância, as escolas aceleram para atendê-lo.

Em 2008, 158 foram lançados, em instituições públicas e privadas -52% mais do que os 104 do ano anterior, segundo a Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância). “Se não há essa oferta, eles não têm como frequentar cursos. As instituições amadureceram em saber ofertá-los”, diz Waldomiro Loyolla, presidente do conselho científico da Abed.

A demanda fez o Ibmec Online abrir, no ano passado, dois programas. Antes, o foco eram cursos fechados para empresas, diz Carlos Longo, diretor de ensino a distância da instituição.

A economia de tempo, porém, nem sempre se traduz na de dinheiro. No Ibmec Online, por exemplo, um MBA custa R$ 16 mil, contra R$ 21 mil do presencial. Como há 16 encontros “ao vivo”, quem mora fora de São Paulo deve calcular custos de deslocamento. Reinaldo Nogueira, coordenador do curso de pós a distância em gestão de empresas da Universidade Anhembi Morumbi, diz que a maior procura é de brasileiros que moram no exterior ou que viajam muito.

É o caso de Marcelo Bonato, 40. Formado em ciências contábeis, ele trabalha com vendas na indústria e procurava um curso voltado a essa área.

Como as viagens constantes a trabalho o impediam de frequentar salas de aula, ele fez pós em gestão depois de uma graduação de curta duração a distância em planejamento de marketing e vendas na Anhembi Morumbi. “Exige até mais do que o presencial. O aluno precisa se organizar para acompanhar o conteúdo e ler muito.”

Sem trânsito

Patricia Silvestre, 34, resolveu fazer pós em gestão de negócios na Fundação Getulio Vargas porque morava e trabalhava em Valinhos (a 85 quilômetros de São Paulo) e não queria depender do clima e do trânsito para chegar à capital.

Se perdesse a aula, recorria ao sistema onde ela fica gravada. “Outra vantagem é que podia assisti-la mais de uma vez.” Após o curso, a turma ainda conversa -em espaço virtual.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/empregos/ce1403201018.htm

Tecnologia é aliada para dominar novo idioma

Escola deve ter ferramentas de interação para treinar conversação

ANA LUIZA DALTRO

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Cursos livres a distância, como os de idiomas e os preparatórios para concursos (leia texto ao lado), são campeões de matrículas -em 2008, somaram 1 milhão de estudantes.

“O número de alunos cresce cerca de 40% ao ano”, afirma Pérsio De Lucca, gerente-geral da escola Englishtown, que tem 50 mil alunos fora das salas.
Para ele, a vantagem da modalidade é permitir que o estudante atinja objetivos mais rapidamente do que em aulas em grupo, já que imprime ao curso seu ritmo de aprendizado.

Por outro lado, como a interação pessoal é limitada, a escola deve oferecer ferramentas eficazes para desenvolver habilidades como conversação, aperfeiçoamento da pronúncia e produção de textos.

Skype, MSN, chats e videoconferências são alguns dos instrumentos usados para tornar a interação entre professor e aluno mais próxima do que aquela que teriam em uma aula convencional. Apoio presencial também pode ser necessário para quem é iniciante ou tem dificuldade em aprender.

“A interação com o outro é vital”, diz Rosinda Ramos, professora da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo) e especialista em ensino a distância. “A mesma dificuldade que o iniciante tem na aula presencial, terá na on-line.” A escola Alumni, porém, só oferece cursos a distância a quem tem ao menos nível intermediário de fluência. Como as ferramentas utilizadas estão em inglês, o aprendizado é difícil para quem não tem intimidade com o idioma.

Para progredir, é preciso ter disciplina. “São poucos os alunos assim”, comenta Steven Beggs, presidente da rede Seven, que ressalta o alto índice de desistência na modalidade.

Qualidade

Como cursos livres não são regulamentados pelo MEC, a dica para escolher um de qualidade é pesquisar a tradição da instituição de ensino e a oferta de ferramentas tecnológicas para melhorar o treino de conversação e pronúncia.

Quanto ao peso do idioma no currículo, recrutadores comentam que não costumam exigir certificados de proficiência em línguas estrangeiras nem fazem diferença entre o curso a distância e o presencial.

“O que o mercado vai avaliar é se a pessoa sabe se comunicar, falar, ler e escrever”, afirma a consultora Taís Amaral, da Cia de Talentos.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/empregos/ce1403201019.htm

DE OLHO NA VAGA

Formada em turismo, Adriana Figueiredo, 29, decidiu seguir os passos da mãe, aprovada em concurso da Receita Federal. Seu objetivo é ser auditora fiscal. “O melhor do curso on-line é que aproveito mais as horas de estudo e posso rever toda a matéria quando quero”, diz. Adaptada à rotina de estudos para o cargo, ela planeja, depois, fazer faculdade de direito.

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/empregos/ce1403201020.htm

Preparatórios investem na modalidade

MAÍRA SILVA

COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

O aprendizado on-line chega a cursos preparatórios para concursos. Três grandes redes pretendem implantar a modalidade neste semestre: Complexo Jurídico Damásio de Jesus, Rede LFG e Web Aula.

A Folha testou dois cursos a distância: um do Portal Educação, que tem 450 cursos, e outro da Ietav System (Informação, Ensino, Treinamento e Aperfeiçoamento Virtual), que soma 300.

Nos dois, o estudante pode escolher o tamanho dos módulos de estudo e as matérias de interesse. Isso reduz ou aumenta o valor dos cursos, que são 20% mais baratos do que os presenciais na Ietav, diz Francisco Mariotti, diretor-geral da empresa.

No ambiente virtual de ambos, a navegação é intuitiva, com informações organizadas por áreas de interesse e descrição de módulos que inclui o tempo para concluir cada um. O Portal Educação se destaca pelo visual mais moderno, enquanto o Ietav deixa em grande evidência o campo que informa datas de concursos abertos e editais. Mariotti diz que o aluno tem acesso ao material por até seis meses depois de concluir o módulo.

Ricardo Ferreira Nantes, diretor-presidente do Portal Educação, aposta em ferramentas interativas para prender a atenção dos alunos que têm dificuldade de concentração. “O estudante deve ser disciplinado, organizado e independente”, afirma.

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19.01.2010

Não há distância que separe

por Andre

* Carlos Alberto Chiarelli

Somos de uma geração em que uma lousa, um professor e muita disciplina eram suficientes para as demandas básicas de ensino de então. Mas nós, assim como quaisquer pessoas que não tenham estagnado no tempo, sabemos que a didática avançou a passos largos e a pedagogia tem, hoje, um ferramental que a própria tecnologia contemporânea ajudou a ensejar.

Não fazemos essa afirmação só pelo que conseguimos acompanhar (mesmo diante de insuperável distância) do processo de crescimento escolar dos quatro netos, mas, também, pelo que temos vivenciado profissionalmente. E acreditamos que se deve abrir espaço e chamar pelo nome um novo horizonte na relação bilateral do aprender e ensinar: Educação a Distância ou, simplesmente, EAD.

A EAD não tem (nem deve ter) a pretensão de substituir o ensino presencial. É, isto sim, uma nova e ágil alternativa, assim como os sites de notícias, se comparados aos jornais impressos. Mas não é uma opção qualquer. É a opção, posto tratar-se de metodologia comprovadamente eficiente, em especial em um país como o nosso. Por que dizemos isso? Várias razões: entre as quais as distâncias continentais brasileiras, o incontido progredir da tecnologia e a aspiração (e necessidade) crescente de qualificar-se, particularmente para os que em tempos de plena juventude não tiveram oportunidade.

O Brasil é um gigante geográfico, com uma população relativamente bem distribuída (não com índices homogêneos). Diferentemente de países como o Canadá ou a Rússia (também enormes), não temos regiões, por inóspitas, praticamente desabitadas. E lá são grandes territórios vazios.

Não se pode negar, no entanto, que temos áreas, sem a provisão necessária de infra-estrutura educacional. A lógica tradicional pregava que, se o estudante tivesse um lugar próximo disponível para o ensino presencial, ele tenderia a preferir tal metodologia.

Como, na prática, nem sempre essa disponibilidade acontecia, surgiu a Educação a Distância. E, com o tempo, liberando o estudante do horário fixo e rigoroso da sala de aula (eu, aluno, faço meu horário, de acordo com as minhas circunstâncias) e dispensando-o da exigência de ir ao local do estudo (minha sala de aula pode ser a minha casa), a opção da EAD mostra que tal alteração, pragmática e inovadora, começa a disputar, no mundo do alunado, com chance de êxito, uma concreta preferência.

Um outro pilar de sustentação da EAD tem estacas e fundações fortes no terreno da tecnologia. No ensino tradicional, o aluno se subordina à dinâmica do professor. Não há possibilidade de rever uma aula perdida. O tempo é aquele designado pela instituição de ensino (e só ele). Não existem recursos audiovisuais, além dos usualmente pouco disponíveis e possíveis na sala de aula. E se, no tempo da aula, a compreensão do conteúdo não for plena, não se pode voltar o DVD e reassistir o não entendido. É a diferença entre ver, no campo de futebol, o lance rápido e ficar com dúvidas insanáveis do impedimento não marcado ou acompanhar, na poltrona de casa, a transmissão colorida, com direito a replay elucidativo e esclarecedor.

Agora, imagine o mundo cibernético em que você – e, sobretudo, o seu filho e/ou seu neto – está envolvido com todas as animações do vídeo-game, dos chips e dos efeitos especiais e reflita sobre qual será o grau de interesse que particularmente um jovem poderá ter em uma aula, ainda e exclusivamente, calcada numa barra de giz e no quadro-negro?

A EAD vai ao aluno, enquanto, no presencial, ele – estudante – é quem deve ir buscar o aprendizado. Às vezes, longe. E aí entram e se multiplicam os problemas de logística individual: as más estradas, para o rurícola; o trânsito engarrafado e enervante, para o citadino. E tudo isso, e muito mais, significa custo. Em juridiquês, lucro cessante e até dano emergente. O “plus” dos gastos educacionais (por exemplo, as passagens para ir-e-vir), as horas de trabalho não produzido, substituídas pelo tempo do mero deslocamento etc. pesam no bolso do consumidor-cliente-estudante.

Como a média nacional, conforme o MEC, da mensalidade de um curso de graduação (por exemplo, Administração, Pedagogia, Letras, Direito etc.) presencial é de seiscentos reais e a do mesmo curso por metodologia EAD, é de duzentos reais, poder-se-ia até dizer que está, no EAD, a ganhar-se mais e a gastar-se menos.

E a preferência pela EAD deve crescer, já que só 11% da expressiva população da chamada classe C, no Brasil, freqüenta faculdades, excluído um majoritário contingente pelo seu limitado poder aquisitivo, diminuto para fazer frente às mensalidades dos cursos presenciais.

A EAD tende a cumprir, por isso, neste país enorme, um papel relevante, de socialização abrangente e relativamente célere do saber, popularizando a educação que, em certos níveis, para muitos, ainda se mostra inacessível. Há mais de 5 milhões de brasileiros, agora, esperando por essa chance, cujo chegar se faz, em parte presente, e, em parte, iminente.

Finalmente, destaque-se um outro fundamento da EAD: a autodisciplina. Atualmente, cerca de dois milhões e quinhentos mil brasileiros já vivenciaram a metodologia da EAD. E eles são cada vez mais jovens, esperançosos e interessados. Os alunos a distância devem ter um grau consistente de disciplina pessoal para poder bem aproveitar o que se lhes propicia, já que são os regentes operacionais de seu aprendizado. E números estatísticos mostram que se está alcançando esse nível de auto comprometimento. Basta analisar os últimos números do Enade e do Ideb. De 1994 em diante, examinando-se os resultados do Exame Nacional de Desempenho do Estudante, segundo informa o MEC, considerando 13 áreas do conhecimento, em nove delas o melhor desempenho foi de alunos da EAD, o que atesta a sua qualidade, no mínimo similar, ou equivalente, a do presencial.

Em resumo, temos tamanho, tecnologia, pessoas comprometidas, por que aspirantes à melhoria, o que nos leva a crer que a EAD crescerá a cada dia em nosso país. E não há distância que nos separe desse crescimento.

Carlos Alberto Chiarelli é ex-ministro da Educação, doutor em Direito, presidente da Aced e diretor de EAD do Iesde (Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino).
Fonte: Folha Dirigida EaD

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29.12.2009

Professores devem se familiarizar com tecnologias

por Andre

Por Bruno Loturco, de Porto Alegre

O balanceamento entre o uso de tecnologias e a adequação aos processos metodológicos de ensino tradicionais seria o maior desafio da atual geração de professores. A opinião é de Lucia Maria Martins Giraffa, professora da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), para quem, esse equilíbrio só poderá ser atingido por meio da qualificação dos docentes. A ideia foi defendida durante a palestra “Professor e tecnologia: a parceria necessária”, que encerrou o seminário Novas Tendências em Ensino-Aprendizagem, organizado nesta sexta-feira, 4 de dezembro, pelo Universia Brasil em parceria com a UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

A professora explica que é necessário rever o processo de formação de professores, o que inclui o entendimento e a familiarização com as tecnologias como instrumentos para o Ensino. “O professor tem de ser especialista no conteúdo, mas há uma grande necessidade de dominar as tecnologias”, defende ela. No mesmo sentido vem a afirmação de Susane Garrido, professora da Unisinos (Universidade do Vale do Rio dos Sinos Unisinos). Segundo ela, a premissa para o desenvolvimento de disciplinas a distância na universidade é que seja feito por professores comprometidos com o processo pedagógico. “Mesmo que se trate de um professor maravilhoso na modalidade presencial, ele precisa se capacitar para atuar na EAD (educação a distância)”, afirma ela.

Além disso, Susane declarou que a formação deve contemplar a dinâmica da nova geração de estudantes, sem deixar de lado os processos já consolidados. “O meio eletrônico não neutraliza os meios tradicionais, apenas amplia as possibilidades”,disse a professora da Unisinos. Sua colega Lucia acredita que os docentes devam ser capazes de entender as diferenças de linguagem adotadas em cada contexto. Ou seja, têm de ser flexíveis para adotar um tom na sala de aula, mas compreender a linguagem utilizada nos comunicadores instantâneos, por exemplo.

Lucia acrescentou que esse é um dos passos necessários para que os professores se tornem mais ativos na modernização dos processos de Ensino-aprendizagem. “A escola é consumidora de tecnologias que são impostas. Espero ver os professores tomando a frente e encomendando tecnologias para a melhoria do Ensino”. Mas em contrapartida, Lucia acrescenta que os alunos precisam se tornar mais ativos para aproveitar melhor o uso de novas tecnologias.

Durante a palestra “Tecnologias digitais no ensino presencial de graduação”, Ana Luisa Petersen Cogo, professora da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul), contou sobre as experiências da turma do curso de enfermagem. Segundo ela, o uso de jogos em que os alunos comparavam suas respostas com as previamente estabelecidas por especialistas no conteúdo possibilitou que desenvolvessem autonomia e a capacidade de resolver problemas.

Outro benefício apontado por Ana Luisa foi a integração de conhecimentos anteriores e a nova vivência do trabalho em grupo. No entanto, ela diz haver resistência dos alunos em adotar definitivamente as novas tecnologias. “Ainda há apego ao papel, pois os alunos não têm familiaridade com a leitura na tela do computador”, exemplificou ela.

Fonte: Universia

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21.12.2009

Cresce número de matrículas em cursos a distância

por Andre

Censo da Educação Superior aponta aumento de 96,9% entre 2007 e 2008

Matrículas em cursos superiores a distância crescem 96,9% entre 2007 e 2008. Os dados são do Censo da Educação Superior 2008, recentemente divulgado pelo Inep/MEC (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Com a expansão, a modalidade passou a representar 14,3% do total de matrículas no setor.

O número das matrículas, segundo o levantamento, foi impulsionado pelo aumento da participação das instituições de Ensino Superior, bem como das opções de cursos na modalidade. Em 2008, 18 novas IES passaram a disponibilizar programas a distância, totalizando 115 unidades acadêmicas. Foram criados ainda 239 cursos, representando um aumento de 58,6% se comparado a 2007. Já o número de vagas registrou alta de 10,3%, com uma oferta de 158.419 vagas a mais. O panorama traçado dá seqüência ao crescimento disparado no setor desde 2003.

A alta foi ainda maior no número de concluintes em EAD, que representou aumento de 135%. Enquanto, em 2007, a modalidade a distância registrou a formação de 29.812 alunos, em 2008, esse número pulou para 70.068. Outro fator destacado pelo Inep foi o aumento da razão entre inscritos e vagas. Em 2007, a concorrência no setor foi calculada em 0,35 candidatos por vaga. No ano seguinte, essa relação foi de 0,41.

Fonte: Universia

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14.12.2009

Cursos a distância transmitem conhecimento como presenciais

por Andre

Alunos de cursos de educação a distância enfrentam mais obstáculos, mas adquirem conhecimento de forma semelhante aos estudantes de cursos convencionais. Esta foi uma das conclusões apresentadas na noite desta segunda-feira, 23, durante a abertura do 1º Encontro Internacional do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Brasília.

A necessidade de um acompanhamento rigoroso sobre a qualidade dos cursos também foi outro tema abordado pelos representantes do Ministério da Educação e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, enfatizou o papel da formação de professores da educação básica, realizada pela UAB, no desenvolvimento científico do país. Para ele, o próximo salto só pode acontecer quando jovens em idade estudantil tiverem professores qualificados em sua formação básica.

Entre as ações previstas para o próximo ano, está o início de um processo de avaliação que vai levar em conta a estrutura das instalações e os níveis de interatividade e de autonomia dos estudantes.

“Nosso desafio é adaptar as instituições para um modelo de ensino dual. No futuro, essa fronteira entre ensino presencial e a distância não fará sentido”, previu o diretor de educação a distância da Capes, Celso Costa. Há também a perspectiva de que o programa tenha mil polos, ou seja, um a cada 100 km.

Já o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Bielschowsky, lembrou que o ministério encontrou casos de instituições que terceirizam a educação a distância. “Isso é inadmissível. A expansão tem um limite: o contato entre professor e aluno não pode se perder”, afirma.

Encontro – O evento reúne cerca de 600 coordenadores e tutores do sistema para discutir os desafios e propostas para a educação a distância no país, e conta com a participação de estudiosos em educação de três países.

A programação segue nesta terça-feira, 24, com apresentações de trabalhos, palestra do conselheiro de educação da embaixada da Espanha, Jesus Martin Cordero, que faz apresentação e participa de debate sobre material didático. Os trabalhos se encerram com mesa-redonda sobre gestão de polos.

Assessoria de Comunicação da Capes
Fonte: MEC

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29.11.2009

Cursos a distância transmitem conhecimento como presenciais

por Andre

Alunos de cursos de educação a distância enfrentam mais obstáculos, mas adquirem conhecimento de forma semelhante aos estudantes de cursos convencionais. Esta foi uma das conclusões apresentadas na noite desta segunda-feira, 23, durante a abertura do 1º Encontro Internacional do Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), em Brasília.

A necessidade de um acompanhamento rigoroso sobre a qualidade dos cursos também foi outro tema abordado pelos representantes do Ministério da Educação e da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O presidente da Capes, Jorge Almeida Guimarães, enfatizou o papel da formação de professores da educação básica, realizada pela UAB, no desenvolvimento científico do país. Para ele, o próximo salto só pode acontecer quando jovens em idade estudantil tiverem professores qualificados em sua formação básica.

Entre as ações previstas para o próximo ano, está o início de um processo de avaliação que vai levar em conta a estrutura das instalações e os níveis de interatividade e de autonomia dos estudantes.

“Nosso desafio é adaptar as instituições para um modelo de ensino dual. No futuro, essa fronteira entre ensino presencial e a distância não fará sentido”, previu o diretor de educação a distância da Capes, Celso Costa. Há também a perspectiva de que o programa tenha mil polos, ou seja, um a cada 100 km.

Já o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Bielschowsky, lembrou que o ministério encontrou casos de instituições que terceirizam a educação a distância. “Isso é inadmissível. A expansão tem um limite: o contato entre professor e aluno não pode se perder”, afirma.

Encontro – O evento reúne cerca de 600 coordenadores e tutores do sistema para discutir os desafios e propostas para a educação a distância no país, e conta com a participação de estudiosos em educação de três países.

A programação segue nesta terça-feira, 24, com apresentações de trabalhos, palestra do conselheiro de educação da embaixada da Espanha, Jesus Martin Cordero, que faz apresentação e participa de debate sobre material didático. Os trabalhos se encerram com mesa-redonda sobre gestão de polos.

Assessoria de Comunicação da Capes
Fonte: MEC

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12.11.2009

Case de sucesso com o Poder Judiciário de MS

por Andre

[img:encontro_nacional_tj.jpg,full,centralizado]

Esta semana o Portal Educação está participando o Encontro Nacional de Escolas de Treinamento de Servidores e de Gestores de Recursos Humanos do Poder Judiciário. O encontro reúne escolas do brasil inteiro que trocam experiências de gestão e treinamento.

Nessa oportunidade, mostramos nosso estudo de caso com a palestra Avaliação e Desempenho em EaD junto com a apresentação Ferramentas Tecnológicas no EaD do PJ/MS, em que foi desmontrado a integração de sistemas do Portal Educação e Tribunal de Justiça.

Essa integração troca informações como avaliação, desempenho, número de acessos, matrícula e dados do participante do sistema de treinamento do TJ com o LMS (Learning Management System) do Portal Educação, e está sendo exemplo de implementação com sucesso de treinamento utilizando educação a distância nos Tribunais de Justiça de todo Brasil.

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