O leite terá mais qualidade para os consumidores
A qualidade do leite foi tema de discussão em audiência pública na Câmara dos Deputados. Integrantes da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural levantaram questões sobre a Instrução Normativa 51/02, do Ministério da Agricultura, que regulamenta os novos parâmetros de qualidade para produção do leite nacional.
Muito se discute sobre a normativa que prevê maior rigor na qualidade do leite brasileiro. Segundo o relatório, as normas foram editadas em 2002 e obrigam a redução em 87% da quantidade de bactérias e em 50% a contagem de células somáticas presentes em cada mililitro de leite. Quanto menor o número de células somáticas, melhor o estado sanitário das glândulas mamárias dos animais.
Entretanto, o que parece bom para os consumidores será ruim para os produtores, é o que afirma representantes de entidades ligados à classe produtora. Segundo Paulo Roberto Bernardes, presidente da Confederação Brasileira de Cooperativas de Laticínios (CBCL), são absurdas as exigências da instrução normativa do Ministério da Agricultura.
“A Embrapa, que é uma empresa confiável do governo, diz que, se for aplicado o que está na Instrução Normativa, 95% dos produtores brasileiros serão excluídos. Isso é impossível. Vai ser a lei que não pega e lei que não pega desmoraliza quem a faz”, revela.
Os produtores esperam que o Ministério da Agricultura reverta alguns pontos da norma. A proposta da câmara setorial aguarda uma redução gradual das percentagens de bactérias e células somáticas estabelecidas pelo governo. No caso da percentagem de bactérias no leite, por exemplo, que hoje é de 750 mil por mililitro, seria necessário reduzi-la para 100 mil, segundo a instrução normativa. A câmara setorial sugere baixar o índice para 600 mil, até que a meta seja atingida.
“Certamente, nos primeiros meses após a implantação da normativa, muitos ajustes deverão ser realizados, mas esse procedimento faz parte de qualquer projeto”, explica a médica veterinária, tutora do
Portal Educação, Danielle Pereira.
Fonte: Assessoria de Comunicação
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