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Hemorragia da picada de jararaca é desvendada por Instituto Butantã

A descoberta pode auxiliar a desenvolver novos medicamentos


30 de julho de 2010


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A jararaca é responsável por 90% do total de acidentes envolvendo serpentes no Brasil

A jararaca é responsável por 90% do total de acidentes envolvendo serpentes no Brasil

A cobra brasileira jararaca-ilhoa é uma das serpentes mais perigosas. Sua mordida hoje representa 90% do total de acidentes envolvendo cobras no Brasil. E, pela primeira vez, pesquisadores do Instituto Butantã, em São Paulo, demonstraram a forma com que a toxina hemorrágica presente no veneno da jararaca se liga aos vasos sanguíneos. Com esse resultado novos medicamentos podem ser desenvolvidos, evitando amputações de membros das vítimas.

Segundo o estudo, a substância se fixa às proximidades dos vasos, comprometendo sua integridade e induzindo a hemorragia local, que se constitui um dos principais sintomas do envenenamento por jararacas. Uma das responsáveis pelo estudo, Ana Maria Moura, explica que há dois tipos de sintomas: “os locais, que ocorrem no local da mordida, e os generalizados, que acometem o organismo como um todo”.

Hoje o soro antiofídico que já é produzido é capaz de neutralizar os efeitos sistêmicos, impedindo a morte do paciente, mas não consegue reverter os efeitos locais, tais como a hemorragia; causando um efeito necrosante e destruindo o local afetado. Sem um tratamento eficiente, o paciente, muitas vezes, tem que sofrer uma amputação, já que seu quadro evolui.

De acordo com a pesquisadora Cristiani Baldo, a descoberta para esse tipo de serpente mostra que será preciso aplicar inibidores que 'ataquem' diretamente toxinas responsáveis pelos danos locais, barrando os efeitos hemorrágicos causados por esse tipo de acidente.

Para o farmacêutico Ronaldo de Jesus Costa, tutor do Portal Educação, a descoberta do instituto Butantã novamente merece reconhecimento. “É bem verdade que dificilmente uma grande indústria privada de medicamentos terá interesse em desenvolver medicamentos, já que acidentes ofídicos não possuem números satisfatórios que possam justificar os gastos com medicamentos, mas certamente o Butantã ou outras instituições públicas irão trabalhar no desenvolvimento de medicamentos específicos contra essa toxina hemorrágica”, completa Ronaldo.

Fonte: Assessoria de Imprensa


TAGS: cobra, picada, jararaca, medicamento

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