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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010 às 9:14h

Armadilhas e repelentes contra o mosquito da malária podem ser criados em breve. Pesquisadores identificaram as proteínas que o mosquito da malária usa para localizar suas vítimas pelo cheiro. Isso pode ajudar os estudiosos a combater a moléstia.
Os cientistas acharam uma enzima essencial para penetração das células sanguíneas pelo parasita, que servirá de alvo para medicamentos semelhantes usados com sucesso contra o vírus da AIDS e HIV.
Foram dissecados mosquitos e extraído seu DNA para a inserção dos genes nas moscas, e a medição dos impulsos elétricos causados pelos odores. Setenta e dois genes foram inseridos de diferentes mosquitos da espécie Anopheles gambiae, principal transmissor da doença na África, dos quais 50 tornaram-se funcionais.
Uma das substâncias que provocaram forte ativação foi o indol, presente no suor humano. Já os ésteres e aldeídos não obtiveram muito sucesso com os receptores do mosquito, mas ativaram fortemente os das moscas, algo que se explica pela sua forte presença nos odores exalados por frutas.
O biólogo e tutor do Portal Educação, Carlos Rodrigo Lehn, acredita na pesquisa e considera que o estudo abrirá um leque para que a malária possa ser melhor compreendida e combatida. “Com o desenvolvimento de repelentes específicos, os casos desta doença podem sofrer considerável redução, desde que as populações carentes tenham acesso a este medicamento de forma gratuita”, comenta o biólogo.