O número conhecido de monilófitas gira em torno de 9.600 espécies, enquanto são conhecidas pela ciência aproximadamente 1.400 licófitas (Kessler, 2010). Todos os anos, devido principalmente ao aumento no número de coleções, realizadas em áreas cada vez mais remotas, mais de uma centena de novas especies tem sido descritas e o número de novas espécies pode ser mesmo próximo à 15.000 espécies, conforme abordado por Ross (1996).
As maiores diversidade de pteridófitas são observadas em regiões montanhosas, onde se verifica uma acentuada heterogeneidade de ambientes. O que se observa na maior parte destas regiões é uma alta diversidade concetrada na regiões de média elevação e décrescimo da diversidade em direção às altas e baixas elevações (Kessler, 2010).
Na América do Sul, por exemplo, conforme abordado em Tryon (1972) os principais centros de diversidade e endemismo de pteridófitas se situam em regiões montanhosas, sendo estes a Cordilheira dos Andes e as regiões montanhosas do Sul e Sudeste do Brasil.
Pteridófitas se adaptam bem a regiões montanhosas principalmente devido à manutenção de níveis elevados de umidade observada nos diferentes microambientes, especialmente em ravinas e ao longo de cursos d'água.
Exemplos de regiões montanhosas com elevada diversidade ao redor do mundo são as Serras da Costa Rica, Monte Kilimanjaro na África, Serras da Bolívia e o Monte Kinabaluna em Bornéu (Kessler, 2010).
Mesmo em regiões de clima mais seco, é juntamente de áreas de relevo acentuado que se situam as maiores diversidade de pteridófitas, onde as condições microclimáticas são favoráveis ao estabelecimento de espécies do grupo.
Autor: Carlos Rodrigo Lehn, crlehn@gmail.com
Referências Bibliográficas
Kessler, M. 2010. Biogeography of ferns. In: Fern Ecology, Mehltreter, K.; Walker, L. & Sharpe, J. 444p. Ed. Cambridge. p: 22-60.
Tryon, R. M. 1972. Endemic areas and geographical speciation in tropical american ferns, Biotropica, n. 4, p. 121-131.