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3 de abril de 2008
A propósito da apoptose em LMC: estudos promissores
O que é apoptose?
Apoptose é uma forma de morte celular identificada a partir da década de 70 e, hoje, é um tópico muito estudado. Também é designada como morte celular programada ou suicídio celular e diferencia-se da morte celular reconhecida como necrose. Enquanto a apoptose é altamente ordenada a ponto de ser chamada de morte programada, a necrose é abrupta, ocorrendo após insulto extremo. O fenômeno apoptótico é necessário, fundamental e altamente organizado para o desenvolvimento e a manutenção da integridade do organismo, além de ser tão complexo quanto à divisão e à diferenciação celulares. O desencadeamento da apoptose é orquestrado tanto no desenvolvimento embrionário e na renovação tecidual como na resposta patológica à lesão celular (ruptura do DNA) ou à infecção por patógenos, ou seja, situações que representam ameaças à integridade do organismo.
Um novo tópico na medicina: terapia celular
Apesar de várias informações no tratamento de patologias já existentes na literatura, a partir do ano 2000, resultados desta metodologia começaram a ficar cada vez mais freqüentes em sua aplicação em cardiopatias, mas, a partir de 2004, vários grupos começaram a publicar suas experiências em pacientes portadores de cardiopatia isquêmica grave e na doença de Chagas. Toda tentativa de tratamento tem sido usada já algum tempo em pacientes com grave disfunção ventricular, sem o sucesso esperado, mesmo em pacientes já otimizados, com terapia farmacológica e, mais recentemente, o implante de ressincronizador cardíaco artificial, que surgiu há aproximadamente dez anos, como uma forte alternativa de tratamento. Mesmo assim, com todas estas tentativas, um grande número de pacientes permanece em classe funcional III e IV, com grande dificuldade em ter sucesso numa fila para transplante de coração. Por isto, a terapia celular se tornou uma grande esperança nestes pacientes, principalmente com apoio de dados publicados recentemente, segundo Santos e cols. e Vilas-Boas e cols., que mostraram sucesso no transplante de células de medula óssea em pacientes com cardiopatia chagásica crônica. Apesar de serem poucos os trabalhos publicados nesta área, vale a pena salientar que a insuficiência cardíaca é, ainda, uma das maiores causas de óbito desta patologia na América Latina e não existe até agora um tratamento eficaz para seu controle.
Clique aqui para visualizar os artigos na íntegra.
Cursos relacionados:
Biologia Celular
Clonagem
Enfermagem em Cardiologia
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