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Biólogos "fotografam" vírus da febre aftosa


1 de janeiro de 2008


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Biólogos "fotografaram" o vírus da febre aftosa em nível atômico, em diferentes estágios de replicação. Isso pode abrir portas para o desenvolvimento de novos remédios ou tratamentos mais eficazes contra esse e outros vírus, como os do resfriado, poliomielite ou hepatite C.

A pesquisadora Nuria Verdaguer, do Instituto de Biologia Molecular de Barcelona (CSIC), principal autora do estudo, disse que o objetivo era ver "como se dão os diferentes passos de replicação do vírus e comprovar como se incorporam os nucleótidos e as drogas análogas em um vírus-modelo, de modo que pudessem servir em aplicações químicas como inibidores da replicação".

A pesquisa básica foi publicada no último número da revista PNAS e também teve participação de cientistas do Centro de Biologia Molecular Severo Ochoa, de Madri. A idéia é facilitar o projeto de novos remédios. "Se conhecermos como se incorporam substratos ao RNA, poderão ser desenvolvidos outros que 'enganem melhor' que os atuais".

A Ribavirina já funciona como antiviral, mas "talvez seja possível encontrar outro substrato que atue melhor se forem entendidas as interações que se dão entre a proteína e o vírus", acrescentou. Segundo Verdaguer, a Ribavirina é um inibidor do vírus porque é "um composto que praticamente mimetiza os substratos naturais e incorpora erros ao material genético".

Com essa pesquisa, foram obtidas "imagens fixas de diferentes estágios de replicação do vírus da febre aftosa". "O resultado será provavelmente muito parecido com o que se veria se fosse feito o mesmo com os rinovírus (causadores do resfriado comum) e os poliovírus (da poliomielite)".

"Com um cristal congelado, viu-se a estrutura dos diferentes estágios de replicação e a incorporação de novos nucleótidos à cadeia de RNA, observando-se como o vírus se reproduz", acrescentou. Até agora, não tinha sido possível "fotografar" picornavírus, cujos hóspedes são mamíferos, como ocorre com a febre aftosa (que se dá em vacas, porcos, etc), ou humanos, no caso do rinovírus e do poliovírus

Fonte: EFE

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