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1 de janeiro de 2008
O solo tem sido considerado um recurso natural dos mais importantes, por ser a base para produção de alimentos, matérias primas, agropecuárias e moradia. No entanto, devido principalmente a fatores sócio-econômicos, este recurso não tem recebido os cuidados necessários, ficando exposto a forças erosivas, tornando-se nesse aspecto, quanto mais desprotegido e alterado, um dos recursos naturais mais instáveis. Alguns trabalhos sugerem que cerca de 20 cm de solos perdidos pela erosão, desperdiçam ao redor de 1.400 a 1.700 anos do trabalho da natureza.
Em qualquer agricultura com a remoção da cobertura vegetal há uma quebra na estabilidade natural das propriedades do solo, as quais atingem um novo ponto de equilíbrio em situação diferente do original.
Técnicas conservacionistas têm sido constantemente aperfeiçoadas, visando minimizar os efeitos, contudo, a quantidade de solo perdido oriundo principalmente de terras agrícolas é bastante elevada. Nos Estados Unidos, a erosão do solo em áreas agrícolas foi estimada entre 40 e 290 toneladas de solo por hectare/ano, enquanto que em áreas com cobertura natural foram encontradas perdas ao redor de 0.004 à 0.002 toneladas por hectare/ano. Na América Latina, devido aos agrossistemas mecanizados a erosão do solo tem causado problemas de sanilização e sedimentação progressiva de cursos de água. No Brasil estima-se que a perda de solo é de aproximadamente 1 bilhão de toneladas de terra fértil que terminam por serem lançadas nos cursos de água, trazendo uma série de problemas indesejáveis.
A estimativa desses danos reveste-se em argumentos que demonstram a importância do ponto de vista econômico, da manutenção de áreas naturais de conservação.
A fronteira Oeste do Rio Grande do Sul é a área mais atingida pelo fenômeno da erosão. A erosão dos solos, que afeta mais a África, a Ásia e a América do Sul, devasta a cada ano 25 milhões de toneladas de terra aráveis. Entre 1960 e 1980, o deserto do Saara cresceu aproximadamente 200 quilômetros para o sul. A destruição das matas agrava o efeito a temperatura da Terra e esgota matérias-primas e causam desertos (solo arenito) uma formação de rocha composta de areia, escassez de minerais, exposição à ação de ventos e de chuva desproporcional, tornando a terra esbranquiçada pela areia.
Pelo mau uso do solo, O Pampa está ameaçado de virar areia no sudoeste do Estado. O alerta consta nos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável 2004, publicados no dia 4 de Novembro de 2004 pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).
Outro problema são as voçorocas crateras formadas quando e escoamento intenso da chuva atinge os lençóis freáticos que podem atingir mais de 8 metros de profundidade. Agricultores estão bastante desesperados ao ver a erosão engolir a terra para o plantio.
tamanhos, têm raízes que funcionam com "presilhas" do solo; as árvores agem como "guarda-chuvas" do
solo, e a vegetação em geral age como um redutor de velocidade das águas que correm no solo. No desmatamento, as "presilhas" ficam frágeis; sem a árvore, desaparece o "guarda-chuvas", possibilitando oUma das formas de acontecer uma voçoroca é pelo desmatamento. Os vegetais, não importando seus impacto direto que "machuca" o terreno; já, sem a vegetação, principalmente a rasteira, a velocidade das águas fica aumentada sobre o terreno, possibilitando alastrar a "ferida" da terra. Em outras palavras, vai havendo o arraste de material terroso e, com o tempo, a "ferida" do solo vai aumentando em profundidade e largura.
As conseqüencias das voçorocas são várias, a primeira delas, que começa na voçoroca e se estende até os caminhos próximos para onde estiverem indo às águas, é a promoção da infertilidade na região da voçoroca e depois dela, pois haverá um cobrimento das camadas férteis adiante (desertificação ou aridez), visto que quase todos os terrenos têm uma camada de solo fértil por cima. No caso, essa camada, quando arrastada, promoverá, de imediato, a infertilidade. No campo, onde se retira a vegetação para dar lugar às pastagens, ocorre alagamento das próprias áreas de pastagens, visto que os rios principais, de tão assoreados, isto é, preenchidos com o material terroso para eles carregados, começam a procurar caminhos preferenciais para o escoamento das águas que seus leitos primitivos não conseguem mais transportar. Além disso, o alagamento irá destruir as árvores restantes pelo afogamento de suas bases acima do solo.
Outra conseqüência é que os efeitos destas partículas desagregadas sobre os seres aquáticos também podem manifestar-se por um menor desenvolvimento do fitoplâncton, afetando indiretamente os peixes que
dele dependem ou, diretamente depositando-se nas brânquias e causando-lhes a morta por asfixia. As partículas desagregadas também fecham os poros do solo, já compactado pela agricultura, reduzindo ainda mais a infiltração da água, que escorre, carregando partículas e chegando aos rios, onde provoca assoreamento.
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