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Artigos de Biologia


Mimetismo


1 de janeiro de 2008


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Animais e plantas não-palatáveis que apresentam coloração de advertência servem como um modelo para a evolução das formas mímicas palatáveis com semelhantes padrões de cores. Algumas presas potenciais até inventam para assemelhar-se com seus predadores. Essas relações são coletivamente denominadas mimetismo batesiano, em homenagem a seu descobridor, o naturalista inglês do século XIX Henry Bates. Em suas jornadas na região amazônica na América do Sul, Bates encontrou numerosos casos de insetos palatáveis que haviam renunciado aos padrões crípticos de parentes próximos para passarem a assemelhar-se às espécies não-palatáveis de coloração brilhante.

Estudos experimentais demonstraram subsequentemente que o mimetismo realmente confere uma vantagem ao mínimo. Por exemplo, sapos que foram alimentados com abelhas vivas, daí em diante evitaram a palatável mosca-abelha (família Bombyliidae, Bombylius) que mimetiza a abelha. Mas quando sapos inesperientes foram alimentados com abelhas mortas, das quais o veneno havia sido retirado anteriormente, eles apreciaram as mímicas moscas-abelhas. Resultados semelhantes foram obtidos com gaios azuis (Garrulus) como predadores; as borboletas monarcas não-palatáveis foram modeladas, e suas mímicas borboletas vive-rei (palatáveis) foram objetos do experimento.

Em alguns casos, as relações de mimetismo podem envolver vários modelos diferentes. Por exemplo, na borboleta africana de cauda enrolada Papilio dardanus, as fêmeas são polimórficas, cada indivíduo assemelhando-se com uma de diversas outras espécies (os machos não mimetizam outras espécies, presumivelmente porque as fêmeas escolhem os machos na base de sua coloração e preferem o típico padrão de cor de sua espécie; além disso, devido a eles não produzirem nem carregam ovos, ou, ainda, não perdem tempo procurando locais convenientes para pôr ovos, os machos podem ser menos vulneráveis a predadores). Por que o mimetismo polimórfico se desenvolve? Quando os mímicos tornam-se comuns em relação ao modelo, o predador não aprende a evitar um ou outro tão rapidamente porque ele frequentemente prova o mímico palatável em vez do modelo nocivo. Neste caso, uma forma mimética rara tem uma vantagem: os predadores que estão aprendendo a associar a coloração de advertência com a não-palatabilidade não estão confundidos por freqüentes encontros com formas miméticas comuns. Essa seleção natural, favorecendo os tipos ímpares de mimetismo, age no sentido de diversificar a população.

Um outro tipo de mimetismo, chamado mimetismo mülleriano, em homenagem ao seu descobridor, ocorre entre as espécies de organismos não-palatáveis que vêm assemelhar-se (mimetizar) uns aos outros. Muitas espécies formam mimetismos mülleriano complexos, nos quais cada participante é tanto modelo quanto mímico. Quando um único padrão de coloração de advertência é adotado por várias espécies não-palatáveis, o aprendizado de rejeição dos predadores é tornado mais eficiente (não existe satisfação na predação de qualquer das presas apresentando aquela coloração), e cada má experiência benéfica todos os membros do complexo de mimetismo.

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