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1 de janeiro de 2008
Quando pensamos em mover um
músculo, um número imenso de cargas elétricas se desloca pela extensa rede de
fibras nervosas de nosso organismo. Essas fibras são os dendritos e os axônios
que ligam os corpos celulares dos neurônios uns aos outros e às células
sensoriais, musculares e glandulares.
O interior e o exterior dessas células são compostos de água e íons de sódio e potássio, ou seja, cargas elétricas positivas. Numa célula em repouso, ocorre maior acumulo dessas cargas na parte externa da membrana graças a um mecanismo, conhecido como bomba de sódio e potássio, que constantemente leva íons de sódio para fora da célula e de potássio para dentro dela. Quando o neurônio recebe um estimulo ocorre a despolarização da membrana. Os íons de sódio, mais concentrados do lado de fora, penetram o interior da célula, fazendo com que o potencial da membrana passe de -70mV para +35mV. Em seguida a região despolarizada se repolariza, os íons de potássio saem da célula e potencial da membrana volta ao valor de -70mV. A despolarização se transmite à região vizinha, e assim por diante, formando uma onda. É o impulso nervoso que se propaga pelas membranas até o seu destino - no caso, as fibras musculares.
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