Pesquisadores analizaram a água do Balneário São Francisco
Nos grandes centros urbanos, como São Paulo, houve um intenso aumento na demanda de recursos hídricos no decorrer das últimas décadas [1]. Em razão da pressão ambiental crescente que os mananciais dessas áreas são submetidos, a qualidade da água pode sofrer comprometimentos, onerando a saúde pública e impactando a paisagem urbana.
Nesse sentido, ações de gestão global da bacia correspondente tornam-se essenciais, buscando garantir o abastecimento urbano frente ao avanço populacional desordenado [2,3]. Dentre os importantes mananciais, a Represa Billings representa cerca de 11% do abastecimento da região metropolitana [4], o que impõe o monitoramento frequente do corpo d'água. No entanto, pontos localizados do reservatório podem apresentar condições diferentes da média em virtude de impactos locais, decorrentes de situações específicas, podendo não ser plenamente identificada no acompanhamento usual.
O Balneário São Francisco, bairro em que se situa o braço da Represa Billings de mesmo nome, circunda os municípios de São Paulo, Diadema e São Bernardo, foi opção de lazer: pesca, esportes náuticos e banho. Alterações ambientais têm afastado os frequentadores, possivelmente em função da divulgação de senso comum, acerca da qualidade microbiológica específica, ainda que não tenham ocorrido estudos específicos pontuais, fundamentais às ações de saneamento ambiental que se fizerem necessárias.
Nesse sentido, o presente trabalho propõe identificar, preliminar e tecnicamente a qualidade bacteriológica pontual da água do Balneário São Francisco - Represa Billings. Coleta, triagem e análise. A qualidade bacteriológica pontual da água do Balneário São Francisco, foi realizada mediante a coleta em dois pontos, em margem distanciados entre si em aproximadamente 3km.
As coletas e análises seguiram os procedimentos definidos pela CETESB [5]. O ponto A1 está localizado na Rua dos Mandis em São Paulo. Há despejo de esgoto (próximo do ponto de coleta) e resíduos sólidos dispostos inadequadamente. No entorno, há também vegetação nos estratos herbáceo, arbustivo e arbóreo e um parque utilizado pela comunidade. O ponto A2 situa-se na Rua Alda em Diadema. Região com edificações, ausência de redes de esgoto em suas proximidades e vegetação herbácea.