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sexta-feira, 2 de dezembro de 2011 - 11:47

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Educação Ambiental e a Formação da Consciência Ecológica

por: Cassio Luis Marcelino da Silva

Cabe a escola desenvolver atitudes que promovam a mudança de postura do indivíduo
Cabe a escola desenvolver atitudes que promovam a mudança de postura do indivíduo

UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL
CURSO DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS
ESTÁGIO SUPERVISIONADO EM BIOLOGIA IV
Prof.ª Dr.ª Maria Eloisa Farias
Canoas, 2011/2

 
 
 
 
“EDUCAÇÃO AMBIENTAL E A FORMAÇÃO DA CONSCIÊNCIA ECOLÓGICA, EM UMA PERCEPÇÃO SOCIOCONSTRUTIVISTA”
Andrea Barbosa Krause
Graduanda em Ciências Biológicas na Universidade Luterana do Brasil deiadebom@hotmail.com
Cássio Luis Marcelino da Silva
Graduando em Ciências Biológicas na Universidade Luterana do Brasil cassio@advance.com.br
Suelen Bomfim Nobre
Graduanda em Ciências Biológicas na Universidade Luterana do Brasil
suelenbn_biologia@yahoo.com.br
 
RESUMO
O presente artigo vem evidenciar a realidade da Educação Ambiental nas escolas públicas da região metropolitana de Porto Alegre/RS. Com o auxílio de uma pesquisa exploratória, buscou-se com a análise de escritos, inferir sobre o desenvolvimento da educação ambiental. Para contribuir com tal estudo haverá também um contraponto com a Legislação vigente. Considerando-se que se faz necessário mitigar ações de caráter educativo, almejando o desenvolvimento sustentável e consequentemente a preservação dos recursos naturais, a instituição escolar deve sensibilizar o discente a buscar valores que conduzam a uma convivência harmoniosa com o meio ambiente, ampliando assim a sua visão integrada de mundo.
           
PALAVRAS CHAVE: educação ambiental, escolas, desenvolvimento sustentável.
 
"ENVIRONMENTAL EDUCATION AND THE FORMATION OF ECOLOGICAL CONSCIOUSNESS, PERCEPTION IN A CONSTRUCTIVIST VIEW"
 
ABSTRACT
            This article has highlighted the reality of environmental education in public schools in the metropolitan area of Porto Alegre / RS. With the help of a research project aimed to the analysis of writings, inferences about the development of environmental education. To contribute to this study there is also a contrast with the current legislation. Considering that it is necessary actions to mitigate educational, aiming at the sustainable development and therefore the preservation of natural resources, the educational institution must sensitize the student to seek values ??that lead to a harmonious coexistence with the environment, extending its integrated view of the world.
 
INTRODUÇÃO
A forma como nos relacionamos com o meio ambiente à nossa volta está diretamente ligada à qualidade de vida que nós temos. Dessa forma, a escola como agente formador tem por responsabilidade ser exemplo de ações vinculadas com esse tema. Nesta perspectiva, a instituiçao é gestora de seu ambiente. Assim, cabe a mesma desenvolver atitudes que promovam a mudança de postura do indivíduo.

Só podemos mudar o nosso ambiente, seja escola, casa, enfim, a comunidade se abandonarmos velhos hábitos, adquirindo pequenas mudanças de postura no nosso cotidiano, como: fechar a torneira enquanto escovamos os dentes, apagar a luz ao deixar o ambiente, reduzir o consumo de supérfluos, etc., coisas simples que todos sabemos e poucos fazem.

Na Declaração de Estocolmo, em 1972, foram propostas questões sobre o meio ambiente de relevante importância. Sua resolução final proclama:
 
“O homem é ao mesmo tempo criatura e criador do meio ambiente, que lhe dá sustento físico e lhe oferece a oportunidade de desenvolver-se intelectual, moral, social e espiritualmente. A longa e difícil evolução da raça humana no planeta levou-a a um estágio em que, com o rápido progresso da ciência e da tecnologia conquistou o poder de transformar de inúmeras maneiras e em escalas sem precedentes com o meio ambiente natural ou criado pelo homem, é o meio ambiente essencial para o bem-estar e para o gozo dos direitos humanos fundamentais, até o direito à própria vida.” .
 
A Constituição Federal de 1988 foi inovadora, pois esta é a primeira a trazer um capítulo específico protegendo o meio ambiente. O seu artigo 225 proclama o direito a todos os cidadãos em ter um meio ambiente ecologicamente equilibrado e correto, impondo ao poder público o dever em protegê-lo.

A lei maior, ou seja, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 225, inciso primeiro do parágrafo VI, diz que a educação ambiental deve ser abordada em todas as esferas educacionais:
 
“Promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e conscientização pública para a preservação do meio ambiente. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente correto, bem de uso comum do povo e essencial a sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público e a coletividade o dever de defender e preservá-lo para os presentes e futuras gerações” .
 
Em face a este artigo da CF/88 colocamos o quanto é importante difundir a Educação Ambiental desde a Educação Infantil, perpassando por todos os níveis de escolaridade, buscando com isso a conscientização dos alunos e sociedade em geral. Somente desta forma exerceremos os nossos direitos e deveres com o meio ambiente ecologicamente equilibrado, visando a sustentabilidade do mesmo.
A Lei de diretrizes e Bases da Educação faz menção a Educação Ambiental em seu artigo 32, inciso II, dizendo que terá a mesma por objetivo à formação básica do cidadão mediante:
  • Compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade;

Com isso, evidenciamos que as ações estabelecidas na LDB devam ter continuidade no tempo e no espaço, através de atitudes regionalizadas levando em conta, por exemplo, o contexto sócio-econômico e cultural onde está inserida a escola na qual se planeja trabalhar a educação ambiental, buscando com isso a otimização dos resultados.

Os Parâmetros Curriculares Nacionais/98 oferecem um bom referencial do que se espera que seja feito em sala de aula com relação à Educação Ambiental, também fornece ao professor uma excelente forma de analisar, planejar e também avaliar sua prática docente. Os PCNs nos fazem repensar a função social da escola quando diz que:
 
“O aluno é sujeito de sua aprendizagem significa afirmar que é dele o movimento de ressignificar o mundo, isto é, de construir explicações, mediado pela interação com o professor e outros estudantes e pelos instrumentos culturais próprios do conhecimento científico. Mas, esse movimento não é espontâneo; é construído com a intervenção fundamental do professor".
 
Contudo não se espera que o PCN venha solucionar a problemática da prática da Educação Ambiental dentro das escolas, mas sim fornecer subsídios para tal. O documento oferece uma base pedagógica e científica para cada área correlacionada, não se esperando, com isso, que ele seja o único usado a nível nacional, mas que seja uma das infinitas fontes de pesquisa do professor.
A forma como é tratada a educação ambiental neste documento revela uma preocupação com os currículos escolares, visando modificar o comportamento e atitudes da sociedade como um todo no que tange a aplicação prática da educação ambiental no âmbito educacional, social e cultural.
 
 
CreativeCommons

Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Cassio Luis Marcelino da Silva

Ensino superior Completo Biologia-Licenciatura (ULBRA)

Biologia