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A importância dos setores de pesquisa e desenvolvimento no país

Artigo por Norberto Pereira de Carvalho - quarta-feira, 30 de novembro de 2011

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A educação ambiental é importante, mas conscientizar consiste numa maior aplicação de todos
A educação ambiental é importante, mas conscientizar consiste numa maior aplicação de todos
Gostaria de começar contextualizando sobre alguns aspectos. Primeiro sobre criador e criatura, quem seria produto de quem? A ciência seria o produto do cientista ou o contrário? É importante abordar sobre o aspecto de generalização ao qual a maioria da população está sujeita.

Ao transformar uma opinião em tendência, quase sempre a fazemos por inconsequência de nossas ações e por algumas inversões de valores. Valores esses aos quais, em parte, e grande parte, poderíamos culpar a mídia, os meios de comunicação que hoje projetam mitos a todo instante por necessidade de vender notícia e até mesmo pela supressão do indivíduo que coloca-se de maneira muda perante tantas "informações".

É urgente em nosso país o assistencialismo, em razão de políticas públicas, como a do vale-esmola, que de maneira tão parecida com a de Roma, nos dá pão e circo para esquecer-mos dos problemas que nos assolam. Ao questionar-mos sobre o papel do cientista e da ciência, não teriam estes sabedoria em profusão? Então, porquê se prendem em questões tão mínimas na grande maioria das vezes?

Perguntada sobre os investimentos na área da pesquisa e desenvolvimento, nossa Presidente eleita, disse que para seu mandato destinará cerca de R$280.000.000 para este setor, sendo interpelada pelo repórter, logo em seguida com a comparação com a "grande potência" da Irlanda do Norte, que investe cerca de 1,5 bilhão por ano.

Ora, somos um país de proporções continentais, o que faremos com um investimento tão modesto? Estamos realmente levando à sério nossos problemas em desenvolvimento? A ciência e os cientistas podem e devem fazer muito mais pelo país, todavia entendo que não se trata somente de mais dinheiro, mas sim, de uma maior racionalização no uso dos recursos.

Alguém já se perguntou porque atingimos a auto suficiência em petróleo e temos uma das gasolinas mais caras do mundo e ainda misturada com etanol? Porque mesmo depois do gasoduto Brasil/Bolívia, nosso GNV está quase o preço do etanol?

Gostaria através de uma pergunta muito simples, provocar um pensamento que tenho certeza que 99,9% dos colegas de classe e até mesmo professores, entenderão o que quero provar.

Pergunta: Qual produto vendido no mercado você acredita ou ao menos acha ser o mais caro? Muitos responderiam a carne, tenho certeza! Mas ninguém se preocupará em comprar um saquinho com apenas 10 gramas de pimenta do reino por meros R$ 0,80 que multiplicados por 100 para termos 1kg pagamos na verdade R$80,00.

Não é surpreendente? Quem nos ensinou a enxergar assim? Outra questão que me chama muito a atenção, é a, de que mundo deixaremos para nossos filhos, que me parece uma questão um tanto ultrapassada quando na verdade temos que pensar em que filhos deixaremos para nosso mundo? A consciência me parece um tanto mais sensata que o treinamento.

A educação ambiental é importante, mas conscientizar consiste numa maior aplicação de todos. Precisamos saber como ajudar e devemos ser punidos agora, para não pagarmos o alto preço da não preservação.

O que gostaria de lembrá-los é que para conseguir-mos um país mais justo, temos que distribuir melhor as condições de alcançar o conhecimento. Romper com todos os meios de alienação, e injustiça, pois só desta forma é que estaremos sim, desenvolvendo e evoluindo o simples ser humano para um modelo de cidadão consciente, tanto de seus deveres quanto seus valores.
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Esta apresentação reflete a opinião pessoal do autor sobre o tema, podendo não refletir a posição oficial do Portal Educação.

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colunista

Norberto Pereira de Carvalho

Norberto Pereira de Carvalho, Professor Técnico de Segurança do Trabalho na Funcefet, cursando Pedagogia na Estácio de Sá, residente em Nilópolis, Bombeiro Profissional Civil - CBMERJ, com sólidos conhecimentos nas áreas de Técnologia Industrial e desenho técnico além de formação profissional como Eletricista predial e bons conhecimentos em Elétrica Industrial, com base sólida em Informática.