(1)
(20)
Programa que permite que empresas ampliem a licença-maternidade de suas funcionárias de quatro para seis meses completou dois anos, mas ainda não é muito popular entre as corporações
22 de fevereiro de 2012
Menos de 10% aderem ao Empresa Cidadã
No fim de janeiro de 2012, o Programa Empresa Cidadã completou dois anos. Por meio dele, empresas que declaram imposto de renda por meio de lucro real poderiam se inscrever para possibilitar às funcionárias a ampliação da licença-maternidade de quatro para seis meses. Dados da Receita Federal mostraram que, até o dia 13 de fevereiro, 15.735 organizações haviam aderido ao programa. Este número corresponde a menos de 10% do total de empresas que têm a chance de fazer esta opção.
Quando uma corporação se inscreve no Empresa Cidadã, as funcionárias grávidas passam a ter o direito de escolher entre os 120 dias obrigatórios ou os 180 (seis meses). Os valores desses 60 dias a mais são pagos pela empresa – e não pelo INSS como no caso da licença-maternidade obrigatória – e, depois, restituídos como desconto no imposto de renda a ser pago no ano seguinte.
Em entrevista à CRESCER para o especial Mães e Trabalho, o vice-presidente de desenvolvimento organizacional e sustentabilidade da Natura, Marcelo Cardoso, declarou que a empresa está satisfeita por ter aderido: “É uma alegria saber que fomos uma das primeiras empresas a entrar no programa, que tem tudo a ver com a gente, pois favorece o vínculo. Uma de nossas linhas de produtos foi inteiramente estruturada pensando no vínculo entre a mãe e o bebê. Nós percebemos uma gratidão muito grande das funcionárias, elas ficam mais felizes e voltam mais tranquilas para trabalhar. Sobre os custos, eles são irrisórios. A gente nem contabiliza de verdade isso como custo.” E na empresa que você trabalha, existe esse benefício de poder ficar mais tempo com o seu filho? Conte para a gente.
Fonte: globo.com
TAGS: grávidez, empresas, licença, maternidade
Comentários
(1)
(20)