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Habilidades e Competências

Artigo por Colunista Portal - Educação - terça-feira, 16 de abril de 2013

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Definir competências para todas as áreas da empresa
Definir competências para todas as áreas da empresa
A palavra competência vem do latim “competentia”, pode referir-se à aptidão, ao designar a qualidade de quem é capaz de resolver determinados problemas ou de exercer determinadas funções/tarefas, à idoneidade. Por competente, entende-se uma pessoa com conhecimento e capacidade de realizar determinada tarefa/função, ou seja, ela sabe – pode – é capaz de fazer.

Segundo Fleury e Fleury (2001), o dicionário inglês Webster define competência como uma “qualidade ou estado de ser funcionalmente adequado ou ter suficiente conhecimento, julgamento, habilidades ou força para uma determinada tarefa”.

Os autores Fleury e Fleury (2001, p.185), ainda afirmam que o “[...] conceito de competência é a tarefa e o conjunto de tarefas pertinentes a um cargo” e o conceito de gestão por competência “[...] é apenas um rótulo mais moderno para administrar uma realidade organizacional ainda fundada nos princípios do taylorismo-fordismo”.

Segundo Faria et all (2006, p. 30), à luz das competências exigidas pelas organizações e do desdobramento de competências requeridas pelas organizações, verificou-se que:

As competências essenciais da empresa surgiram a partir dos artigos de Prahalad e Hamel, publicados em 1997 que apresentaram uma metodologia que abordava o desenvolvimento de recursos intangíveis sustentados no ambiente interno da organização.

Nesses trabalhos eles explicaram quais foram as vantagens que transformaram a indústria japonesa em referência mundial, nos anos 80, e por que grandes corporações norte-americanas, como Sears, IBM e Caterpillar, derraparam naquela década.

Segundo estes autores, a arma utilizada pelas nipônicas como a Toyota, Canon e NEC foi mudar o foco estratégico para a descoberta do que sabiam fazer de melhor – suas competências essenciais – e resolveram aproveitá-las ao máximo.

O ponto central da estratégia passou a ser o desenvolvimento de uma série de competências essenciais e, a partir daí, a criação de novos produtos e serviços (COSTA, 2003, p.49).

Os conceitos de competência trazidos pela literatura focam duas características relevantes:

a) o acréscimo de valor econômico à organização;

b) o acréscimo de valor social ao indivíduo.

Desta forma, na visão dos autores, “[...] as pessoas, ao desenvolverem competências essenciais para o sucesso da organização, estão também investindo em si mesmas, não só como cidadãos organizacionais, mas como cidadãos do próprio país e do mundo” (FLEURY; FLEURY, 2000, p.194).

Para Hamel e Prahalad (1995), apesar de existir um limite quase imperceptível entre “habilidade” e “competência”, o mais importante é definir competências para todas as áreas da empresa e não integrá-la a um inventário de habilidades, quase sem sentido para os colaboradores.

É muito interessante, que estes conceitos sejam instrumento para o entendimento de como os “[...] recursos internos da empresa podem se transformar numa vantagem competitiva”.
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