Cuidados na Manutenção da Sonda Vesical de Demora

19/10/2012 15:45:00


Em alguns casos onde há comprometimento do reflexo da micção (urinar) é necessário mediante a avaliação médica a utilização da denominada sondagem vesical de demora. Os idosos que fazem uso da Sonda Vesical Continuamente têm algum problema associado à micção. O cuidador deve ser conhecedor dos principais cuidados relacionados à manutenção da sonda vesical, uma vez que essa é causadora de inúmeras infecções se manipulada de maneira incorreta.

Sondagem vesical de demora é uma sonda folley com várias apresentações de tamanho, que é introduzida no meato urinário até a bexiga, por um profissional enfermeiro, para que a urina saia por meio desse sistema, em caso de retenção urinária, pré e pós-operatório, monitorização do débito urinário, em caso de bexiga neurogênica, coleta de urina para exames, dentre outros, ao final da sonda é conectado uma bolsa coletora a qual deve ser esvaziada sempre que necessário e/ou possível, esta bolsa deve ser mantida sempre abaixo da bexiga do idoso para que a urina não faça o refluxo, ou seja, não suba da bolsa para a bexiga; a higiene perineal (no meato onde a sonda entra) deve ser feita no mínimo três vezes ao dia com iodofor aquoso, evitando infecções.

Outros cuidados relacionados à manutenção da sonda vesical de demora são:
- Ter atenção quanto ao intervalo de troca e encaminhar o idoso para realizar a troca da sonda por profissional capacitado (enfermeiro ou médico).
- Visualizar sempre o aspecto de urina que está saindo na bolsa coletora e atentar para urina com presença de sangue, pus, grumos (como coágulos), etc. Sempre que houver uma diferença da urina convencional para outro tipo de urina é importante que o médico seja comunicado, pois em alguns casos poderá se tratar de uma infecção de trato urinário que requer atenção especial.
- Observar a quantidade de urina que está sendo drenada diariamente e sinais de que possam indicar a obstrução da sonda, como por exemplo, mal-estar geral no idoso, quantidade reduzida de urina na bolsa coletora e bexiga dura à palpação. Nesses casos, o cuidador deve ir a um profissional capacitado para avaliação e posterior conduta.
- Não abrir o sistema entre a sonda e a bolsa coletora. O sistema de sondagem vesical de demora é fechado e estéril, devendo assim ser mantido.
- Esvaziar a bolsa coletora conforme técnica descrita abaixo:
Técnica para Esvaziar a Bolsa Coletora
Material:

- Frasco de vidro ou comadre limpa;
- Luvas de procedimento.

Procedimento:
- Lavar as mãos;
- Organizar o material;
- Explicar o procedimento;
- Fechar o clampe superior;
- Colocar o frasco de vidro ou comadre abaixo do clampe inferior;
- Abrir clampe inferior e esvaziar a bolsa, tendo o cuidado para não contaminar a válvula (não encostar a extremidade da bolsa na comadre);
- Fechar o clampe inferior;
- Abrir o clampe superior;
- Deixar o idoso confortável;
- Organizar o material;
- Lavar as mãos;
- Observar: volume, coloração e aspecto da diurese.

Idosos com Colostomia
Colostomia é um procedimento cirúrgico, onde é realizada uma abertura para dentro do cólon, nesse pode ser realizado um desvio fecal temporário ou permanente. Por meio dela, é realizada a drenagem ou evacuação do conteúdo colônico para fora do corpo. A consistência do conteúdo drenado está catalogada com a posição em que é realizada a colostomia (SMELTZER.; BARE, 2004).

A pessoa que é submetida a uma colostomia, tem sua imagem corporal ou física, assim como o estilo de vida, alterados. Como a abertura do estoma é na região abdominal, a pessoa ostomizada pode achar que todos estão vendo (FILHO, 2000). O cuidador deve dar auxílio psicológico caso não haja aceitação.

Para compreensão do aluno frente à conceituação da colostomia, em termos práticos é uma abertura cirúrgica feita por um médico na barriga da pessoa, como se fosse um ânus artificial, um caminho diferente para que a pessoa possa evacuar, já que por alguma patologia o caminho normal não pode estar sendo utilizado ou não está funcionando. A abertura realizada no abdômen é chamada de estoma.
Os pacientes que possuem colostomia são denominados de pessoas colostomizadas e/ou ostomizadas por possuírem um estoma. Neste ânus artificial criado no abdômen da pessoa é necessária a utilização das chamadas bolsas de colostomia. As bolsas de colostomia que irão receber o conteúdo intestinal (fezes e gases) já que nesses casos as pessoas não possuem controle do momento em que vão evacuar. Os principais cuidados domiciliares relacionados à manutenção das colostomias são cuidados relacionados ao estoma e a troca das bolsas, bem como a alimentação do paciente que tem como consequência suas fezes.

Algumas alterações, tais como: prolapso do estoma, perfuração, restrição do estoma, impacção fecal e irritação cutânea, podem ocorrer em virtude dos ácidos contidos no intestino e o constante contato desses ao abdômen. O extravasamento a partir do local anastomótico pode ocorrer quando os segmentos intestinais remanescentes estão fragilizados ou atenuados. O extravasamento ocasionado por uma anastomose intestinal inicia uma distensão e rigidez abdominal, elevação da temperatura e sinais de choque (SMELTZER.; BARE, 2004).

Para cuidar de uma pessoa ostomizada, deve-se ter como meta a sua reabilitação, apreendida como um processo lento e fecundo que inclui esforços cooperativos de vários profissionais de equipes interdisciplinares, tendo em vista o desenvolvimento das potencialidades mentais, físicas e sociais do indivíduo ostomizado, promovendo uma vida feliz e saudável, em grau e condição similar às pessoas não ostomizadas (CREMA & SILVA, 1997).

Os cuidados relacionados aos estomas e a pele que fica ao seu redor são fundamentais para a prevenção de complicações que podem vir a alterar o seu funcionamento normal.

A higiene deve ser realizada pelo menos uma vez ao dia, utilizando gaze, toalha com textura macia, algodão ou outro utensílio que não cause lesão na pele, esses devem estar sempre umedecidos com água morna e sabonete neutro. Depois da limpeza, o local deve ser bem seco. Não devem ser usados nenhuma outra substância como álcool ou benzina, para retirar os resíduos de cola da placa que se fixa ao estoma, porque essas causam na maioria das vezes irritação, machucando a pele.

Outro aspecto a ser observado é a cicatrização em volta do estoma, assim como as possíveis alterações como: edema (inchaço), odor e coloração da pele, as quais devem estar sempre com aspecto avermelhado, com presença de muco e sem cheiro desagradável.

A higienização da bolsa de colostomia deve ser realizada sempre que a mesma estiver cheia, o clampe deve ser bem fechado para que não ocorra vazamento e a troca de bolsa é realizada mediante a necessidade. Cabe ao cuidador ter entendimento sobre o que é a colostomia, seu objetivo e a funcionalidade normal para que mediante quaisquer anormalidades possa referenciar o idoso aos profissionais capacitados de saúde.

Autor: Colunista Portal - Educação






Fonte: Portal Educação - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado


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